Produtora alega que cineasta havia prometido dirigir "Silêncio" este ano

Reuters

Martin Scorsese durante as filmagens de 'A Invenção de Hugo Cabret'
Divulgação
Martin Scorsese durante as filmagens de 'A Invenção de Hugo Cabret'

Representantes de Martin Scorsese qualificaram de "chocante" e "absurdo" o processo judicial aberto pela produtora italiana Cecchi Gori Pictures, que acusa o cineasta norte-americano de descumprir a promessa de dirigir um filme para o estúdio.

Scorsese começou a rodar na quinta-feira seu novo filme, "The Wolf of Wall Street", abrindo mão de dirigir "Silêncio", um trabalho com a Cecchi Gori. A produtora alega que o cineasta havia prometido colocar o projeto italiano como prioridade, para iniciá-lo ainda em 2012.

"É chocante para nós que advogados da Cecchi Gori Pictures tenham aberto uma ação apresentando acusações tão absurdas, considerando a relação de trabalho amigável" entre as partes, disseram representantes do cineasta em nota.

O processo, movido num tribunal de Los Angeles, alega quebra de contrato, e diz que o diretor e sua produtora devem à Cecchi Gori US$ 1,5 milhão, mais 20% de outros valores que Scorsese tenha recebido para fazer os filmes que colocou à frente de "Silêncio".

Scorsese e a Cecchi Gori têm uma relação que dura vários anos, e as partes começaram na década de 1980 a discutir a adaptação de "Silêncio", romance de Shusaku Endo. A produtora italiana diz ter gastado US$ 750 mil no desenvolvimento preliminar do projeto.

O executivo-chefe da Cecchi Gori, Niels Juul, disse ao jornal Los Angeles Times que a ação foi aberta para que Scorsese esclareça quando poderá rodar o projeto, e que o estúdio espera resolver o assunto "amigavelmente".

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