Homenageada no Festival de Gramado, Eva Wilma pede para voltar a fazer cinema

"Essa atriz merece", defendeu a veterana de 78 anos, que recebeu um troféu pela carreira

Marco Tomazzoni - enviado a Gramado |

Na primeira noite de sua 40ª edição, nesta sexta-feira (10), o Festival de Gramado prestou homenagem a uma atriz que veio ao evento antes mesmo de ele existir. No palco no Palácio dos Festivais, aos 78 anos, Eva Wilma lembrou ter visitado a cidade na década de 1960 para a Mostra de Cinema de Gramado, embrião do que é o festival hoje. Foi a ponta de um discurso de agradecimento nostálgico, a provável tônica do resto desta edição comemorativa.

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Visivelmente frágil e emocionada, Wilma disse que, ao invés de chorar, estava com vontade de "cantar, dançar, representar". Segurando uma medalha que recebeu durante sua aventura há mais de quatro décadas na "montanha mágica", como se referiu à cidade, na época acompanhada de Grande Otelo, arrancou aplausos ao ler a frase gravada no metal: "a indústria nacional do cinema será o elo que unirá todos os brasileiros".

E ela insistia no pedido de que quer voltar a fazer cinema. No clipe com cenas de sua carreira que precedeu a entrega do Troféu Cidade de Gramado, a veterana já deixava isso claro em um depoimento. Ao vivo, no microfone, reafirmou: "acho que essa atriz merece voltar ao cinema".

Apesar ser uma das mais experientes intérpretes de televisão do país, no passado Eva Wilma tinha uma relação estreita com o cinema. Trabalhou com Walter Hugo Khouri, Luis Sérgio Person e Roberto Farias, entre outros grandes diretores, mas enfrentou uma entressafra de filmes de quase 20 anos entre as décadas de 1980 e 2000. A comédia "Guerra dos Vizinhos" , filmada em 2008 e exibida há dois anos no circuito comercial, foi seu último longa-metragem. Ela quer mais.

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À tarde, tentou explicou a relação que mantém com a sétima arte. "Filme a gente guarda. O telão penetra na gente e não sai mais", defendeu. Representante de uma geração da qual boa parte já saiu de cena, a atriz ainda louvou os realizadores de hoje. "Sou uma sobrevivente, me sinto assim", disse. "Depois do teatro de resistência, finalmente estamos renascendo e novos talentos, surgindo. Isso é muito gratificante."

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