Festival de cinema judaico exibe mais de 40 filmes em São Paulo

Mostra lembra documentaristas Heymann Brothers e traz seleção de filmes sobre quadrinhos

iG São Paulo com AE | - Atualizada às

Mais de 40 produções, entre longas de ficção, documentários e curtas, integram a 16ª edição do Festival de Cinema Judaico de São Paulo. Organizada pelo Clube Hebraica e com exibições em sete salas da cidade, a mostra será aberta ao público nesta terça-feira (07) com três filmes, entre eles a animação "O Gato do Rabino"", de Joann Sfar.

Quadrinista famoso na França, considerado um dos grandes talentos de sua geração, Sfar estreou no cinema primeiro com a cinebiografia "Gainsbourg - O Homem que Amava as Mulheres" . Filho de mãe ashkenazi (judia vinda da Europa) e pai sefardita (judeu ultraortodoxo), ele sempre foi o primeiro a admitir que suas HQs se alimentam das origens familiares. O lado do pai habilitou-o a contar a história do "Gato do Rabino", primeiro nos quadrinhos, e agora no cinema, em parceria com Antoine Delesvaux.

O mundos dos quadrinhos e cartoons, aliás, ganha uma seleção específica no festival. O próprio Sfar é alvo de um documentário, "Joann Sfar: Desenhos da Memória", mas há outros grandes autores retratados: é caso de Stan Lee, em "Stan Lee: Mutantes, Monstros e Quadrinhos", o influente Will Eisner ("Retrato de um Artista Sequencial") e de Art Spiegelman , autor da premiada graphic novel "Maus", em "A Arte de Spielgelman". Também é a oportunidade de assistir a "Comic Book Confidential", famoso filme da década de 1980, sobre a origem dos quadrinhos nos EUA.

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Os homenageados do evento são os Heymann Brothers, os mais famosos irmãos documentaristas de Israel, que ganham uma retrospectiva. Numa das regiões mais conflagradas da Terra, Tomer e Barak fazem filmes que abordam os mais diversos temas – da convivência de pais e crianças árabes e judias num vilarejo árabe à herança familiar da própria avó num campo de concentração e ao retrato de gays numa sociedade conservadora. Sua fama é de cineastas marginais e Tomer Heymann é homossexual assumido, como aparece em "A Rainha Sem Coroa", que está na mostra.

No panorama mundial, destaque para a curiosa comédia norte-americana "Romeu e Julieta em Iídiche", o conto infantil de tolerância religiosa "David" e o alemão "O Tempo Perdido", sobre um romance nascido num campo de concentração na Segunda Guerra. Entre os documentários, vale a pena assistir a "A Vida Através das Fotos" e o inusitado "Como Restabelecer o Império da Vodka", em que o diretor britânico Daniel Edelstyn descobre na Ucrânia a destilaria de seus antepassados e resolve reativar a marca.

SERVIÇO – 16º Festival de Cinema Judaico de São Paulo
De 07 a 12 de agosto de 2012
Cinesesc, Museu da Imagem e do Som (MIS), Cinemark Higienópolis, Teatro Eva Herz, Centro de Cultura Judaica e Clube Hebraica
Consulte a programação no site oficial

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