"Bourne não é James Bond", afirma Edward Norton sobre novo filme da saga

Ator norte-americano é o vilão de "O Legado Bourne", que estreia antes nos Estados Unidos

iG São Paulo com EFE |

A bem-sucedida saga do espião Jason Bourne volta aos cinemas nos Estados Unidos no próximo final com seu quarto filme, "O Legado Bourne", sem Matt Damon. A trama, que estreia no Brasil em 7 de setembro, apresenta uma conspiração em grande escala coordenada pelo personagem de Edward Norton, o que, segundo ele, trouxe mais autenticidade e realismo para trama.

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"No gênero da espionagem há filmes muito populares, como as sagas 007 e 'Missão Impossível'. Mas, a meu ver, essas histórias são de fantasia, quase de super-heróis. Bourne não é assim", comentou o ator. "Os filmes de Bourne têm um tom realista e verdadeiro. Passam uma sensação de que o que se vê na tela é o que realmente ocorre no mundo em que vivemos. Essa autenticidade é o que torna a saga tão atrativa."

"O Legado Bourne" chega aos cinemas após passar por um intenso processo de transformação. Sem o cineasta Paul Greengrass e Damon como protagonista, o novo filme conta com direção de Tony Gilroy, coautor dos três primeiros longas, e o ator Jeremy Renner, indicado ao Oscar por "Guerra ao Terror".

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Já Norton encarna o personagem Eric Byer, o homem por trás dos programas de inteligência implementados pela CIA e pelo Departamento de Defesa dos EUA. Na história, Byer decide destruir qualquer rastro de suas criações, inclusive os agentes especiais. O personagem de Renner, Aaron Cross, é um dos integrantes do programa Outcome, designados somente para missões solitárias e de alto risco.

Divulgação
Edward Norton em 'O Legado Bourne'

"Meu papel não é de um vilão no sentido clássico. Este filme é diferente dos três anteriores, já que Bourne não lembrava mais o que tinha feito. No entanto, há personagens comprometidos com suas decisões. Ninguém é uma vítima", revelou Norton.

"Me agrada muito esse jogo elaborado pelo diretor", continuou ele, que disse ter decidido se envolver no projeto para trabalhar com Gilroy. "Sou muito fã dele. Me surpreendeu o fato dele ter aceitado dirigir o filme, e me convenci de que seria divertido e interessante. Estou em um ponto da minha carreira no qual só quero trabalhar com gente que me agrada".

Indicado ao Oscar por "As Duas Faces de um Crime" (1996) e "A Outra História Americana" (1998), não raro considerado como o melhor ator de sua geração, Norton sente medo deste rótulo e assegura que é uma especulação "sem peso real".

"As pessoas podem dizer coisas algumas coisas assim, mas acho que é algo mais da imprensa. Para mim não faz sentido. Aliás, para que serve? Eu não penso assim sobre os atores. Há gente ótima e com qualidades muito diferentes."

O que é certo é que Norton já participou de algumas sequências ("O Incrível Hulk", 2008), prelúdios ("Dragão Vermelho", 2002) e refilmagens ("Uma Saída de Mestre", 2003), um sintoma que poderia refletir as tendências de Hollywood atualmente, mas não para o intérprete.

"Na maioria dos casos fiz pelas pessoas que estavam envolvidas nesses projetos", apontou Norton, ressaltando a tendência de trabalhar com nomes que já trabalhou e com quem deseja trabalhar, um caso que poderia reunir novamente o ator com Matt Damon, o Jason Bourne original, em uma nova sequência de "Cartas na Mesa" (1998).

"Matt e eu queremos fazer, mas é preciso que os roteiristas, Brian Koppelman e David Levien, apareçam com uma ideia genial. Mas poderia ocorrer", reconheceu Norton, que não sabe dizer se Damon voltará à saga de Bourne. "Depende de como Tony Gilroy imagina a história e se ainda é possível conectar os pontos."

Além da ansiedade pela estreia de "O Legado Bourne", Norton também revelou que quer voltar a dirigir, como já fez em "Tenha Fé" (2000), embora desta vez prefira apostar em um roteiro próprio. No momento, o ator trabalha em "Undaunted Courage", minissérie do canal HBO sobre os exploradores norte-americanos Lewis e Clark.

Enquanto não aparece nada capaz de motivar o ator, ele segue a espera de um convite irrecusável. "Se Pedro Almodóvar me convidasse para fazer o que for, eu iria no mesmo instante", finalizou.

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