Novo "Homem-Aranha" tem menos humor e mais ação

Versão atual do herói no cinema impõe tom realista a um roteiro que contém de furos

Guss de Lucca - iG São Paulo | - Atualizada às

Um dos personagens mais divertidos das histórias em quadrinhos, o Homem-Aranha ganha nesta sexta (6) seu filme mais sombrio. Em "O Espetacular Homem-Aranha", a origem do herói é revista com base no misterioso desaparecimento (e talvez morte) de seus pais - um arco raramente abordado nas HQs.

Veja a história visual do Homem-Aranha

Criado pelos tios, que no filme são interpretados com excelência por Martin Sheen e Sally
Field, o jovem Peter Parker (Andrew Garfield) acaba encontrando a antiga valise do pai e, a
partir daí, inicia uma busca pelo motivo que os fez abandoná-lo.

Divulgação
Cena de "O Espetacular Homem-Aranha"

A jornada coloca em seu caminho a Oscorp, empresa na qual seu pai trabalhava e onde seu atual interesse romântico, a colega de classe Gwen Stacy (Emma Stone), atua como estagiária. No centro da trama está a pesquisa de cruzamento de espécies, cujo objetivo é auxiliar na cura
de doenças e imperfeições.

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Empacada desde o sumiço dos pais de Peter, a fórmula perseguida pelo cientista Curt Connors (Rhys Ifans), que não tem um dos braços, é a chave tanto para o surgimento do herói quanto para o do vilão, o Lagarto.

Se por um lado o filme dirigido por Marc Webb recupera símbolos e temas das HQs, como os lançadores de teias e a relação com Gwen Stacy, por outro ele deixa de lado elementos característicos ao personagem, como o humor e a leveza.

O tom, agora mais sombrio e realista, parece seguir a fórmula de "Batman Begins" (2005), distanciando-se do formato visto recentemente em "Os Vingadores" (2012).

A produção capricha nas cenas de ação, reproduzindo com precisão poses imortalizadas pelo desenhista Todd McFarlane nos gibis. Porém, erra em diversos aspectos do roteiro, caso da forma simplista que mostra como uma vacina é desenvolvida e a maneira como um grupo de policiais contaminados é descartada.

Após a exibição fechada de "O Espetacular Homem-Aranha" em São Paulo, o ator Andrew Garfield disse que é inevitável comparar o novo filme com a antiga trilogia . Usando essa premissa, é possível situá-lo abaixo do bem-sucedido "Homem-Aranha", de 2002, e acima do errôneo "Homem-Aranha 3", de 2007 - o que pode ser suficiente para agradar a alguns.

Leia também: Novo "Homem-Aranha" fatura US$ 7,5 milhões em estreia na madrugada

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