Em "Magic Mike", Steven Soderbergh despe os saradões de Hollywood

Longa com Channing Tatum retrata o universo dos strippers norte-americanos

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O fértil diretor de cinema norte-americano Steven Soderbergh mergulha no mundo do striptease masculino com "Magic Mike", um filme tão leve quanto as sungas de seus atores, um grupo de homens sarados liderados por Channing Tatum e Matthew McConaughey.

"Magic Mike" estreia nos cinemas dos EUA nesta sexta-feira (dia 29) e ainda não tem previsão de chegar ao Brasil.

É um filme especial para Channing Tatum: o ator de 32 anos, uma das estrelas em ascensão em Hollywood e que foi stripper em sua juventude , sempre quis fazer um filme que se passasse nesse ambiente.

Channing Tatum: de "descamisado" a nome quente em Hollywood

O projeto finalmente virou realidade quando Tatum, também produtor, confiou as rédeas da história a Steven Soderbergh, o camaleão de Hollywood, igualmente confortável em um filme independente de baixo orçamento em relação a uma superprodução.

O ator relembra seus poucos meses de stripper com uma mistura de emoções. "Eu tinha 18 anos, tinha três empregos ao mesmo tempo e este era apenas um deles", explicou em uma recente coletiva de imprensa em Beverly Hills. "Eu adorava fazer isso, foi provavelmente foi a primeira vez que atuei para um público e eu adorava dançar".

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O diretor Steven Soderbergh e Channing Tatum na première de 'Magic Mike' em Los Angeles, nesta semana

"Mas eu nunca tirei completamente a minha roupa", enfatizou. "E o mundo do striptease em si era bastante pobre. No filme, não mostramos o lado escuro desse ambiente".

Na verdade, o filme pende muito mais para a comédia do que para o drama. A história começa com Mike (Channing Tatum), pedreiro durante o dia, stripper de noite, que toma sob sua asas Adam, um jovem um pouco perdido (o britânico Alex Pettyfer), para ensiná-lo as artes da profissão.

Quando Adam se torna uma estrela, descobre o dinheiro fácil e as noites intermináveis, Mike sente a necessidade de finalmente sair desse ambiente à medida que se apaixona pela irmã de Adam (Cody Horn).

"Muitas pessoas viveram isso depois que terminaram seus estudos", ressalta o ator. "Nós temos sonhos, mas sabemos que precisamos de outros trabalhos antes de alcançá-los. Eu conheço pessoas que eram strippers e achavam isso divertido por alguns anos. Era uma festa permanente. E, de repente, alguns anos mais tarde, você percebe que não está tão motivado, que você não se aproximou nem uma polegada de seu sonho e que a festa acabou."

Se as cabeças pensantes de Hollywood acreditam que o filme é calibrado para o público feminino, Steven Soderbergh afirma que os homens têm motivos mais do que suficientes para encarar a história, porque o filme levanta a questão da relação de trabalho e dinheiro, "o que está disposto a fazer em troca de pagamento". "Esse é um assunto que domina a vida de muitas pessoas", observa.

O filme também oferece um conjunto de números de striptease, que destacam tanto as habilidades de dança do elenco - completado por Matthew McConaughey, Matt Bomer e Joe Manganiello - quanto os corpos definidos e impecáveis, conquistados com muita malhação e luta.

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"Esses caras foram extremamente disciplinados", assegura Soderbergh. "Eles comiam como passarinhos, alface e suco de limão. Honestamente, eu tenho trabalhado com muitas mulheres que cuidam de si mesmas, mas eu nunca tinha visto tal aplicação. Talvez por causa do medo."

Matthew McConaughey, que brilha nas telas com o personagem Dallas, proprietário de um clube de striptease que sonha em largar o uniforme, reconhece que estava "muito nervoso. A primeira aparição pública foi muito difícil para os nervos. Mas depois eu só tinha um desejo, que era recomeçar".

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