Nelson Pereira dos Santos exibe segundo documentário sobre Tom Jobim

Filme "A Luz do Tom" trata da relação do músico com a irmã Helena e as duas mulheres, Thereza e Ana

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Tom Jobim em foto de 1992

Nesta sexta-feira à noite, na abertura do 16.º FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul), o diretor Nelson Pereira dos Santos exibe o seu esperado segundo filme sobre Antonio Carlos Jobim, "A Luz do Tom", segunda parte de uma trilogia prevista.

O primeiro, "A Música Segundo Tom Jobim" , fez sucesso (para um documentário, com 73 mil espectadores) ao lembrar a trajetória do maestro apenas através de suas canções, sem qualquer entrevista, diálogo ou análise de sua obra. Um filme de encher os olhos, e os ouvidos.

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Esta segunda parte do tríptico promete ser diferente. Baseada no livro "Antonio Carlos Jobim: Um Homem Iluminado", de Helena Jobim, irmã do compositor, fala da relação de Tom com as mulheres. Ou, pelo menos, com três delas, que tiveram importância fundamental em sua vida - a própria Helena e as duas esposas, Thereza e Ana. Há motivo concreto para o filme estrear em Santa Catarina - a entrevista com Helena foi gravada em Florianópolis.

Além dessa estreia nacional, o FAM também promove uma retrospectiva da obra de Nelson Pereira dos Santos, com alguns dos seus mais importantes filmes, como "Vidas Secas" e "Memórias do Cárcere". A mostra homenagem lembra ainda a fase experimental de Nelson com "Asyllo Muito Louco", sua versão, digamos, tropicalista, para a novela "O Alienista", de Machado de Assis.

E seu diálogo com a música sertaneja comparece com "Estrada da Vida", que põe em foco a dupla Milionário e Zé Rico. Aos 83 anos, membro da Academia Brasileira de Letras, Nelson é um ícone do cinema brasileiro, patrono do Cinema Novo e dono de uma obra expressiva e multifacetada.

Na vertente contemporânea, o festival traz uma série de produções do Mercosul, divididas em quatro mostras competitivas: Mostra de Curtas Mercosul, uma mostra infanto-juvenil, outra catarinense, exclusiva dos filmes do Estado, e o Doc FAM, com seis documentários, entre eles o argentino "El Polonio", de Daiana Rosenfeld, único representante estrangeiro nessa mostra. No mesmo segmento, "Os Últimos Cangaceiros", de Wolney Oliveira, e "Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas", de Fernando Capuano.

Na parte não competitiva, estarão filmes como "A Febre do Rato", de Claudio Assis, ainda inédito no circuito comercial, mas já veterano de outros festivais. Além dele (e de "A Luz do Tom", também parte deste segmento), há os dois argentinos "Las Malas Intenciones", de Rosario Garcia Montero, e "El Ultimo Elvis", de Armando Bo.

A mostra de curtas-metragens traz 20 filmes, entre documentários e ficções, de vários países do continente.

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