Roteiro frouxo e cheio de furos estraga "Prometheus"

Com direção de Ridley Scott, prólogo dos filmes da série "Alien" estreia no Brasil

Augusto Gomes , iG São Paulo |

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Noomi Rapace em "Prometheus"

"Prequel" é um termo inglês que não tem tradução exata para o português. É usado para designar filmes que contam o que acontece antes de um outro filme - o contrário de uma "sequel" (sequência, continuação), que conta o que acontece depois. Os três "Star Wars" que George Lucas dirigiu entre 1999 e 2005 são o exemplo mais famoso desses - na falta de um termo melhor - prólogos.

Nesta sexta-feira (dia 15), chega aos cinemas brasileiros mais um: "Prometheus", que se propõe a narrar os fatos que precedem os filmes da série "Alien". Quando a produção foi anunciada, há quase dois anos, cinéfilos do mundo inteiro ficaram empolgados. Também pudera: os dois primeiros "Alien" estão entre os melhores filmes de ficção científica de todos os tempos.

Para aumentar ainda mais a expectativa, a direção ficou a cargo de Ridley Scott, responsável pelo primeiro (e melhor) "Alien", lançado em 1979. Some-se então um elenco de peso (Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, entre outros) e um orçamento estimado em US$ 130 milhões (R$ 269 milhões) e o resultado é um dos longas mais aguardados de 2012.

Mas "Prometheus" não está à altura do esperado. É um filme fraco, com um roteiro frouxo e cheio de furos, e repleto de cenas de ação entediantes. E que não consegue esconder sua falta de ideias com discussões supostamente profundas sobre a origem do homem, o sentido da vida ou a existência de Deus. Seria ruim de qualquer maneira. Mas, comparado com os dois primeiros "Alien", fica ainda pior.

No ano 2089, um casal de arqueólogos (Noomi Rapace e Logan Marshall-Green) descobre inscrições de civilizações pré-históricas que têm algo em comum: todas trazem o desenho de um mesmo sistema planetário. Uma corporação então decide patrocinar a viagem espacial até lá. A tripulação inclui um robô fã do filme "Lawrence da Arábia" (Michael Fassbender) e uma fria executiva (Charlize Theron).

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Michael Fassbender, o robô de "Prometheus"

Contar o que eles encontram quando chegam a seu destino seria estragar algumas das surpresas da história. Elas dificilmente valem o segredo, mas dá para adiantar que tratam tanto do surgimento da humanidade (quem já leu o livro "Eram os Deuses Astronautas?" já deve imaginar do que se trata) quanto das criaturas assassinas da série "Alien".

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Uma dica para não se irritar demais com o filme: releve a burrice dos personagens. "Prometheus" provavelmente reúne o time de cientistas mais estúpido da história do cinema. O responsável pelo mapeamento do planeta, por exemplo, consegue se perder ao voltar para a nave. Outras duas conseguem explodir acidentalmente o que poderia ser a grande descoberta da expedição.

O final deixa a porta aberta para uma continuação. Ela vai depender do desempenho do filme nos cinemas. Em seu final de semana de estreia, o longa arrecadou US$ 51 milhões (R$ 105 milhões) na América do Norte. Foi o suficiente apenas para ficar na segunda posição do ranking de bilheteria. O primeiro colocado, "Madagascar 3", ultrapassou os US$ 60 milhões (R$ 124 milhões).

Assista abaixo ao trailer de "Prometheus":

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