Channing Tatum: de "descamisado" a nome quente em Hollywood

Estrela do romance "Para Sempre", ator relembra seu passado como stripper em "Magic Mike", seu novo filme; veja a galeria de fotos

iG São Paulo | - Atualizada às

Na cerimônia do MTV Movie Awards , no último final de semana, as câmeras insistiam em focar Channing Tatum. O ator norte-americano de 31 anos estava indicado a quatro prêmios, dois pela comédia de ação "Anjos da Lei" e dois pelo drama "Para Sempre", que estreia nesta quinta-feira (07) no Brasil. Não levou nenhum, mas serviu para comprovar que Tatum é um dos nomes mais quentes do ano em Hollywood – não surpreende, portanto, que ele use tão pouca roupa em seu próximo filme, "Magic Mike".

O palco da premiação, aliás, serviu como espaço para promover o longa-metragem, que entra em cartaz em breve nos Estados Unidos. Ao lado de Matthew McConaughey e do descamisado Joe Manganiello, da série "True Blood", Tatum deu ao vivo para a atriz Elizabeth Banks e para o público em casa uma amostra de seus talentos no filme, em que interpreta um stripper, baseado em seu próprio passado na profissão.

Os tempos de sunguinha branca ficaram para trás, mas a pouca roupa tem sido uma constante na carreira de Tatum, que nasceu no Alabama, sul dos EUA, e passou a adolescência na ensolarada Flórida. Atleta popular no colégio, entrou na faculdade com uma bolsa para jogar futebol americano e logo desistiu. De volta para casa, consertou telhados, deu amostras de perfume e, por fim, acabou vestindo calças de velcro num clube de strip-tease.

Nascia Chan Crawford, seu alterego nas despedidas de solteira, quando tinha 19 anos. A imprensa norte-americana até arranjou um vídeo da época em que ele arrasava corações dançando seminu – assista . A carreira de dançarino exótico ficou para trás quando um olheiro – alguns garantem que ele foi visto na rua, outros no próprio clube das mulheres – disse que o garoto levava jeito para modelo. Logo, logo ele estava fazendo comerciais.

Reprodução
Channing Tatum na época de stripper, quando usava o nome de Chan Crawford

"Vivi várias vidas diferentes, e não tenho vergonha delas", Tatum contou recentemente à CNN. "Tive um bocado de experiências incríveis das quais eu poderia nunca ter escapado, então sou muito feliz por ter nove vidas. Com sorte, ainda tenho um par delas no bolso."

Já em Los Angeles, conciliava comerciais e sessões de fotos com testes e pontas em clipes (foi um dos dançarinos de "She Bangs", de Ricky Martin) e séries ("CSI: Miami"). Seus primeiros papéis de destaque foram com Samuel L. Jackson, um treinador de basquete linha dura em "Coach Carter - Treino Para a Vida" (2005), e no independente "Santos e Demônios" (2006), que lhe rendeu uma série de críticas entusiasmadas como um malandro deliquente de Nova York nos anos 1980.

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Em "Santos e Demônios", Tatum já aparecia sem camisa, mas foi com a comédia adolescente "Ela é o Cara" (2006) que o ator virou um "descamisado" profissional – desde então, são essas as imagens de divulgação preferidas pelos estúdios para promover os filmes do ator.

Foi assim também com "Ela Dança, Eu Danço" (2006), um tremendo sucesso de bilheteria nos EUA. Mais uma vez no papel de um encrenqueiro, o ator aprimorou os passos que usava como stripper para dar um show de dança de rua ao lado de Jenna Dewan, que em breve se tornaria sua mulher. O filme foi tão bem (custou US$ 12 milhões e faturou US$ 114 milhões) que inspirou uma franquia: "Step Up Revolution", quarto da série e o segundo em 3D, estreia em julho na América do Norte.

Ainda demoraria um pouco, no entanto, para Channing Tatum virar um nome do primeiro time. Ele continuou insistindo no cinema independente – interpretou um veterano do Iraque em "Stop-Loss - A Lei da Guerra" (2008) e um vendedor de rua bom de briga em "Veia de Lutador" (2009) – para, enfim, estrelar seu primeiro blockbuster. "G.I. Joe - A Origem de Cobra" (2009) era um mastodonte de US$ 175 milhões, repleto de efeitos especiais. Se a adaptação para o cinema dos Comandos em Ação era uma bobagem sem tamanho, ao menos apresentou o ator – até então apenas astro adolescente de um filme de dança – para um público muito maior.

Dramas açucarados

Na sequência, ele emendou outro sucesso, agora pela seara do drama. Adaptação do best-seller choroso de Nicholas Sparks, "Querido John" não foi bem recebido pela crítica, mas estabeleceu Tatum como certeza de bilheteria nos EUA. Na história, o grandalhão – ao longo dos anos, o ator continuou pegando pesado na academia e dobrou de tamanho – engatava um romance com Amanda Seyfried antes de ser convocado para o Iraque. O público feminino se lavou em lágrimas e fez com que o filme faturasse na América do Norte quase três vezes o valor de seu orçamento.

Divulgação
Em 'Querido John' (2010), em que vivia romance com personagem de Amanda Seyfried: 'descamisado' profissional

Daí veio um personagem secundário na comédia "O Dilema", um bigodinho como o policial de "Anti-Heróis", um saiote romano em "A Águia da Legião Perdida" – os dois no papel principal – e Tatum fechou 2011 com outro romance para marejar os olhos, terreno em que provou ser infalível. Em "Para Sempre", baseado numa história real, o rapaz sofre um acidente de carro com a mulher (Rachel McAdams). Ela perde a memória e esquece que tinha se casado. O que o bom moço faz? Se empenha para conquistá-la mais uma vez.

O diretor do filme, Michael Sucsy, disse que em um primeiro momento ficou ressabiado com a possibilidade de escalar Tatum. "Até então, eu só o havia visto em papéis militares e duros", comentou, lembrando que mudou de ideia logo depois de conhecê-lo. "Senti que o coração dele era maior do que o tamanho do seu peitoral. Ele tem um coração enorme."

Divulgação
Tatum apanha de Gina Carano em 'À Toda Prova'

O próprio Tatum não é menos piegas. "Eu amo amar!", garantiu. "É mais difícil do que um papel de ação em que preciso correr empunhando armas e que exija de mim, fisicamente, mas é muito gratificante."

Anjos da Lei

Refilmagem de uma série dos anos 1980 com Johnny Depp, "Anjos da Lei" serviu para mostrar ainda outra faceta do ator. Ao lado de Jonah Hill, seu parceiro numa missão em que policiais se disfarçam como alunos do ensino médio, Tatum mostrou ser um comediante de primeira, explorando uma característica que o programa original não tinha. E que foi responsável por seu sucesso, estreando no topo das bilheterias.

Juntos, "Para Sempre" e "Anjos da Lei" faturaram cerca de US$ 400 milhões, cinco vezes mais do que seus custos de produção. Não é difícil imaginar, portanto, porque a Paramount resolveu adiar a estreia de "G.I. Joe: Retaliação", prevista para este mês, só para 2013. Oficialmente, o motivo foi a conversão do filme para o formato 3D. Comenta-se nos bastidores, no entanto, que o estúdio resolveu repensar o destino do personagem de Tatum, que deixava a história logo no início. Ou seja: Tatum está com a moral lá em cima.

E ele mostra estar se preocupando com o futuro. Tanto em "Magic Mike" quanto "Ten Year", seu próximo longa-metragem, Tatum aparece como produtor e sua própria companhia já está começando a tocar projetos. Em breve, Tatum estrela "The Bitter Pill", nova parceria com Steven Soderbergh depois de "À Toda Prova" , em que interpreta o marido de Rooney Mara, e "Jupiter Ascending", ficção científica dos irmãos Wachowski ao lado de Mila Kunis.

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