Will Smith: "Por mim pode haver mais dois 'Homens de Preto'"

Ator fala ao iG sobre o terceira parte da série e conta que o fato de ser pai influencia em seu trabalho

Mariane Morisawa, especial para o iG, em Cancún |

Foram dez anos desde o último “Homens de Preto”. Mas, agora, Will Smith e seu agente J estão de volta. Em “Homens de Preto 3” , ele viaja ao passado para combater o terrível Boris (Jemaine Clement) e reencontra K (Tommy Lee Jones) em versão mais jovem, vivida por Josh Brolin. Assim, ele descobre por que seu parceiro ficou amargo como é.

Apesar do grande intervalo, a ideia para o terceiro filme da série surgiu durante as filmagens do segundo, na década passada. “Desta vez, a história é mais centrada na emoção do que os outros dois filmes, não nos escondemos dos elementos mais maduros da história, mas também não perdemos a diversão e a comédia. Para mim, é a franquia mais complexa em que já trabalhei”, disse Will Smith ao iG , em Cancún.

iG: O que te interessa como ator no momento?
Will Smith:
Estou numa época devotada a ser um bom pai. Então tendo a escolher papéis com questões de paternidade. Por exemplo, “Homens de Preto 3” mostra como segredos e mentiras viram uma espiral sem controle. Amo ser capaz de colocar no centro de um blockbuster de verão, com aliens, ação e comédia, que tudo isso acontece porque o personagem de Josh Brolin não é capaz de lidar com uma dor.

iG: Para onde a franquia deve ir agora?
Will Smith:
Depois de “Homens de Preto 2”, tínhamos certeza de que haveria a parte 3. Agora que fizemos o 3, que está sendo recebido bem e está distante o suficiente dos outros dois a ponto de parecer um primeiro filme, a franquia é revigorada. Para mim, poderia haver mais um ou dois longas a partir das ideias deste.

iG: Você está fora das telas desde “Sete Vidas”, de 2008. Foi bom ficar um tempo longe dos filmes?
Will Smith:
Foi um tempo de crescimento, estava precisando disso. Nós produzimos “Karate Kid”, minha filha fez sua música, Jada estava na televisão. Foram quatro anos em que o papai estava se aplicando no trabalho e nos formatos artísticos dos outros membros da família. Mas aí houve essa decisão praticamente unânime de que o papai tinha de voltar a trabalhar (risos). Foi ótimo ter esse tempo, ler, encontrar pessoas, viajar.

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Will Smith, Jada Pinkett Smith, Willow Smith e Jaden Smith
iG: Alguns anos atrás, você disse que queria ser o maior astro do mundo e trabalhava duro para isso. Agora você tirou quatro anos de folga. Ainda quer ser o maior astro do mundo?
Will Smith:
Era o meu sonho de criança. Minha avó trabalhava num hospital no turno da noite. Quando era pequeno, via minha avó deixar minha casa à meia-noite. Para mim, parecia a coisa mais terrível do mundo, quando havia monstros lá fora. Na minha cabeça, não queria que nenhuma mulher vivendo no meu reino tivesse de sair para trabalhar à meia-noite. E a maneira como vou fazer isso é ser o número 1 em tudo! (risos) Então tinha esse pensamento. Mas agora acho que me aquietei num modo mental mais razoável (risos).

iG: O presidente Barack Obama disse que, se um dia fizerem um filme sobre ele, gostaria que você o interpretasse.
Will Smith:
Sim! São as orelhas! (risos) Nós nos encontramos alguns meses atrás, ele perguntou: “Como está indo meu filme?”. Eu respondi: “Você precisa escrever o final!” (risos). É o tipo de história que vou gostar de fazer nos próximos anos. As pessoas costumam dizer: “Ah, isso é coisa de Hollywood”. Pois a história de Barack Obama é muito mais ridícula do que qualquer roteirista ousaria criar. Ok, então o cara negro ganhou a presidência dos Estados Unidos? Se isso viesse num roteiro, iam falar que era inverossímil.

iG: Como reage a críticas e notícias ruins na imprensa?
Will Smith:
É muito frustrante. Eu tive de tomar a posição de falar “sem comentários”, que não tem nada a ver comigo. Percebi que não importa o que eu diga, acham que não é verdade. A única maneira de manter seu controle é dizer “sem comentários”. Você não pode jogar o jogo, porque senão é como entrar para a máfia.

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