Festival transforma Paris na capital do cinema brasileiro em maio

Evento será inaugurado com "Capitães de Areia", adaptação do livro de 1937 de Jorge Amado

EFE |

Divulgação
Cena de "Capitães da Areia"
O cinema brasileiro contará com uma nova capital a partir desta quarta-feira com a abertura da 14ª edição do Festival do Cinema Brasileiro de Paris, que homenageará o escritor baiano Jorge Amado (1912-2001) pelo segundo ano consecutivo e projetará mais de 30 filmes nacionais.

O festival será inaugurado com "Capitães da Areia", um livro escrito em 1937 e adaptado para o cinema por Cecília Amado, neta do escritor.

A projeção faz parte das homenagens ao Jorge Amado, que foi estendida nesta edição devido ao grande sucesso alcançado em 2011. Segundo os organizadores, o centenário de seu nascimento, comemorado neste ano, também influênciou nessa escolha.

O diretor francês Claude Santiago, que morreu em janeiro, também será homenageado com a projeção de dois de seus documentários: "Tom Zé / dada Brasil" e "Carlinhos Brown Bahia Beat". A diretora e fundadora do festival, Katia Adler, declarou que seu objetivo é "mostrar o que se faz no Brasil atualmente", já que os filmes brasileiros "não costumam chegar aqui".

A 14ª edição do Festival do Cinema Brasileiro de Paris ocupará as salas do cinema "Le Nouveau Latino", situadas no centro da capital francesa. "Vamos apresentar uma programação eclética, destinada ao grande público e também aos profissionais do setor", ressaltou Katia.

Na primeira semana do festival, de 9 a 15 de maio, serão apresentados 14 longas-metragens de ficção, dos quais sete competirão pelo "Prêmio do Júri", que será entregue no dia 15 de maio. Já de 16 a 22, data em que o festival será encerrado, serão projetados mais 15 documentários.

A mostra também celebrará o 20º aniversário da RioFilme, uma empresa da Prefeitura do Rio de Janeiro, com a apresentação de algum dos melhores filmes criadas durante estas duas décadas. O presidente da RioFilme, Sergio Sá Leitão, também deverá participar do festival.

Em paralelo ao festival, inúmeras atividades complementares também serão apresentadas, como uma exposição multimídia centrada na "maior favela da América do Sul, a Rocinha".

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