Fracasso de "John Carter" derruba presidente dos estúdios Disney

Egresso do Disney Chanell, Rich Ross pediu demissão do cargo; ficção científica deixa prejuízo estimado em US$ 200 milhões

iG São Paulo com agências |

Getty Images
Rich Ross deixa presidência dos estúdios Disney
O presidente dos estúdios Disney, Rich Ross, deixou o posto nesta sexta-feira (20), um mês depois do retumbante fracasso de bilheteria e da chuva de críticas ao filme "John Carter: Entre Dois Mundos" .

Há 15 anos na Disney, o executivo não fez referência em sua carta de demissão ao filme, que perdeu estimados US$ 200 milhões após um investimento de US$ 250 milhões na produção e outras dezenas de milhões em marketing.

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"Tive a oportunidade de trabalhar com pessoas incrivelmente talentosas para a marca mais amada do mundo", disse Ross em comunicado. "No entanto, as melhores pessoas devem estar nos postos adequados, nos postos que as apaixonem, fazendo o trabalho que aproveite toda a gama de suas capacidades. Já não considero que o cargo de presidente seja o mais adequado para mim."

Nomeado para o braço cinematográfico do grupo em 2009, Ross nunca repetiu no cargo o mesmo sucesso que teve como presidente do Disney Channel, onde criou franquias de enorme sucesso, como "High School Musical" e "Hannah Montana".

Uma fonte familiarizada com o assunto disse que a Disney não deve nomear imediatamente um novo presidente para o estúdio.

Divulgação
Taylor Kitsch no filme "John Carter"
Em nota, o executivo-chefe da Disney, Bob Iger, agradeceu o trabalho de Ross no grupo e lhe desejou sorte nos futuros rumos profissionais.

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A Disney indicou que incluirá em seu segundo trimestre fiscal as enormes perdas de "John Carter", sobre um veterano da Guerra Civil norte-americana transportado misteriosamente para Marte.

"John Carter" foi o primeiro filme de ação com atores do diretor Andrew Stanton, ganhador do Oscar de melhor animação por "Procurando Nemo", em 2004, e "Wall-E", en 2009. Stanton também foi roteirista das três sequências de "Toy Story", assim como de "Monstros S.A."

* com EFE e Reuters

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