China liberta três presos ligados a Ai Weiwei

Repórter amigo do artista permanece desaparecido; Weiwei não pode usar a internet, falar com imprensa ou deixar Pequim

iG São Paulo com agências |

Dois dias após o dissidente chinês Ai Weiwei ser solto, as autoridades chinesas libertaram nas últimas horas o motorista e primo do artista, assim como seu contador e um desenhista de seu estúdio, que tinham sido detidos junto com ele em abril, informaram nesta sexta-feira familiares e amigos.

Já o jornalista Wen Tao, amigo de Weiwei e o último dos detidos na suposta investigação por evasão fiscal que as autoridades realizam contra o dissidente, permanece em paradeiro desconhecido. O repórter de 38 anos foi expulso do jornal "Global Times" por cobrir pautas de direitos humanos,

Ai Weiwei recebeu liberdade condicional na quarta-feira, mais de dois meses após ser preso, e se encontra em liberdade sob fiança à espera de julgamento. Os outros quatro homens foram detidos dias depois de Weiwei ser interceptado no aeroporto de Pequim quando tentava entrar em um voo com destino a Taiwan passando por Hong Kong.

Desde que foi libertado, o artista não concede entrevistas à imprensa nem publica textos no Twitter ou na internet, uma das formas que mais usava para expressar oposição ao regime. A medida, prevista para se estender por até um ano, faz parte dos esforços do governo chinês para amordaçar a dissidência.

"A parte principal são estas duas condições, a mídia e a Internet", garante uma fonte. Weiwei tem liberdade de movimento em Pequim, mas antes de sair precisa informar seu paradeiro.

* Com EFE e Reuters

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