China cobra R$ 3,99 milhões de Ai Weiwei em impostos e multas

Artista nega ser diretor de empresa controlada pela mulher e afirma que ação quer o atingir

Reuters |

A China ordenou que o artista dissidente Ai Weiwei pague 15 milhões de iuans (R$ 3,99 milhões) em impostos e multas supostamente devidas pela empresa para a qual ele trabalha, disse o artista nesta terça-feira (1). Os aliados de Ai afirmam que o caso é parte dos esforços de Pequim para conter as suas críticas ao governo.

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O artista de 54 anos, famoso por seu trabalho no Ninho de Pássaro, o Estádio Olímpico de Pequim, ficou preso sem acusação formal durante 81 dias este ano, medida que provocou críticas de governos ocidentais. Ele foi libertado em 22 junho.

Ai disse à Reuters que recebeu a informação das autoridades do setor de coleta de impostos que o apontaram como controlador da empresa que ajudou as obras de Ai a conquistarem prestígio internacional. A empresa é de propriedade da mulher dele, Lu Qing.

"Eles criaram esse pequeno título", disse Ai. "Sou um designer da empresa. Não sou diretor nem mesmo gerente. Claro, sei que essa questão é para me atingir." Alguns dias após sua libertação, o governo chinês já havia cobrado 12 milhões de iuanes (cerca de R$ 2,9 milhões) de Weiwei em impostos e multas.

Ativistas pró-direitos humanos disseram que as acusações são um pretexto para silenciar o artista, que é um duro crítico do governo.

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