Oitenta e oito jornalistas foram mortos no exercício da profissão ano passado, informou nesta segunda-feira o "Newseum", o museu da imprensa de Washington, que inscreveu novas vítimas da liberdade da imprensa em seu memorial que contém cerca de 2.000 nomes de repórteres." /

Oitenta e oito jornalistas foram mortos no exercício da profissão ano passado, informou nesta segunda-feira o "Newseum", o museu da imprensa de Washington, que inscreveu novas vítimas da liberdade da imprensa em seu memorial que contém cerca de 2.000 nomes de repórteres." /

Cerimônia em Washington em memória de 88 jornalistas mortos em 2009

Oitenta e oito jornalistas foram mortos no exercício da profissão ano passado, informou nesta segunda-feira o "Newseum", o museu da imprensa de Washington, que inscreveu novas vítimas da liberdade da imprensa em seu memorial que contém cerca de 2.000 nomes de repórteres.

AFP |

Oitenta e oito jornalistas foram mortos no exercício da profissão ano passado, informou nesta segunda-feira o "Newseum", o museu da imprensa de Washington, que inscreveu novas vítimas da liberdade da imprensa em seu memorial que contém cerca de 2.000 nomes de repórteres.

2007 foi um ano recorde com 95 jornalistas falecidos durante a cobertura de conflitos, eleições, crimes ou catástrofes naturais.

O ano de 2009 foi marcado pelo maior massacre de jornalistas cometidos num só dia, quando 30 profissionais foram assassinados por milícias formadas por um governador do sul das Filipinas.

Os demais países mais perigosos para a imprensa ano passado foram Somália (nove jornalistas mortos), México (6 mortos), Rússia (6), Paquistão (5) e Iraque (4).

"Oitenta e oito é um número expressivo. O assassinato é a primeira causa de mortalidade dos jornalistas", declarou Christiane Amanpour, correspondente internacional da CNN, durante cerimônia no Newseum.

Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras, o ano 2009 esteve também marcado por um grande número de jornalistas sequestrados (33, contra 29 em 2008), agredidos ou ameaçados (1.456 contra 929).

Além das novas vítimas, seis nomes de profissionais da imprensa assassinados em anos anteriores foram incorporados ao memorial, uma parede alta de vidro translúcido que apresenta os nomes e as fotos dos reporteres caídos no cumprimento do dever.

Entre eles, o de Marc Filloux, repórter da Agence France-Presse, morto no Camboja aos 29 anos, quando tentava entrevistar dirigentes do Khmer Vermelho em 1974.

Também foram incorporados à parede de retratos uma foto de outro repórter da AFP, Paul Leandri, executado em 1975 com um tiro na nuca pela polícia de Saigon (agora cidade Ho Chi Min).

vmt/bar/sd

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