Censo revela 32 mil peças 'perdidas' nos museus de SP

As estatuetas esquecidas no armário, o retrato dentro de um livro, a coleção de desenhos trancada numa pasta fechada

AE |

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Museu de Arte Sacra de São Paulo
As estatuetas esquecidas no armário, o retrato dentro de um livro, a coleção de desenhos trancada numa pasta fechada. Após um censo inédito finalizado há dois meses em 15 museus de São Paulo, o governo estadual descobriu o que havia em seus porões: em vez de 48 mil peças, os museus de São Paulo guardam 80 mil, quase o dobro do que se imaginava. É a memória cultural do Estado, finalmente redescoberta.

Entre as 32 mil peças "reveladas" - e pela primeira vez registradas pela Secretaria de Estado da Cultura -, há algumas surpresas. No Museu de Arte Sacra, na Luz, centro da capital paulista, uma coleção de cerca de 700 "paulistinhas", primeiras imagens de santos feitas em série no Estado, foi mapeada. Agora, é possível saber qual santo está retratado, de onde veio e o período da produção da peça, a maioria do século 19.

"Saber com exatidão o que há em um museu permite, por exemplo, criar exposições temáticas e itinerantes. Há mais opções para a instituição e os visitantes", disse o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo.

O maior número de peças "perdidas" estava no interior: em dez museus, o número de itens conhecidos passou de 34.698 para 61.657 (77,6% a mais). Uma das descobertas ocorreu no Museu Conselheiro Rodrigues Alves, em Guaratinguetá, onde inusitadas fotografias de Alberto Henschel (1827-1882), o "fotógrafo da Casa Imperial", foram encontradas em um acervo basicamente provinciano. "Fotos de outros fotógrafos importantes, como de Valério Vieira, foram encontradas, o que trouxe outra configuração ao acervo", disse a museóloga Angélica Fabbri, uma das coordenadoras do censo.

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