Brasil terá centro de formação em patrimônio da Unesco

País será o segundo da América Latina e sexto do mundo a ter centro

EFE |

O Brasil será o segundo país da América Latina, depois do México, a contar com um centro regional de formação para a gestão do patrimônio universal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), segundo um convênio assinado hoje. O acordo foi assinado pela diretora-geral do órgão, a búlgara Irina Bokova, e o ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, durante a 34ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, realizada em Brasília. O centro regional funcionará no Rio de Janeiro a partir do ano que vem e estará orientado à formação de especialistas em assuntos de preservação patrimonial da América Latina e de países africanos de lusófonos.

Irina disse que "o centro vai contribuir" não só em um âmbito "regional", mas também dentro de um "esforço global", para a gestão do patrimônio mundial. O diretor do Centro do Patrimônio Mundial da Unesco, o italiano Francesco Bandarin, afirmou que se trata do "segundo na América Latina", depois do México, e o "sexto no mundo". Bandarin acrescentou que "cada centro é autônomo, mas também faz parte de uma rede de pesquisa e acompanhamento do desenvolvimento do patrimônio mundial".

Já o ministro da Cultura ressaltou a "necessidade de atualização" dos critérios de seleção dos patrimônios da Unesco, para que seja avaliada "toda a experiência da humanidade" e ampliada a representação de regiões que até agora têm baixa presença na prestigiosa lista, como América Latina, África e Ásia.

Segundo Bandarin, o centro no Rio de Janeiro faz parte de uma "estratégia da Unesco para criar lugares especializados na proteção do patrimônio mundial", por meio de ações de formação, cooperação e troca de conhecimentos.

Durante a reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, que termina no dia 3 de agosto, serão discutidas as 41 novas candidaturas apresentadas por 35 países, das quais, "dez já têm uma avaliação positiva", segundo Bandarin, que não identificou quais.

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