Estrela do teatro e cinema, atriz atingiu fama na televisão na década de 1980

Lilian Lemmertz no palco em SP, em 1977
AE
Lilian Lemmertz no palco em SP, em 1977
Ocorrida em meio à Copa do Mundo de 1986, a morte da atriz Lilian Lemmertz, vítima de um enfarte, não alcançou na época a repercussão que uma estrela do seu porte mereceria, na opinião do biógrafo Cleodon Coelho. "A euforia da Copa, sabe como é... Acho que a morte dela ficou meio ofuscada por toda a festa que toma conta do País", observa ele, que lança nesta quinta-feira (02), no Museu da Imagem e do Som (MIS), "Lilian Lemmertz - Sem Rede de Proteção", da Coleção Aplauso (Imprensa Oficial, 292 págs., R$ 30).

O lançamento em São Paulo, às 19h30, ocorre às vésperas de a morte da atriz completar 25 anos, no domingo. Como foi no Rio e em Porto Alegre, terra natal da biografada, Cleodon terá Júlia Lemmertz, filha de Lilian, ao seu lado na sessão de autógrafos. "Ela foi fundamental para a pesquisa, fornecendo material e me indicando possíveis entrevistados", detalha o autor, que levou três anos para reconstruir a vida da atriz.

Com sólida carreira no teatro e no cinema, Lilian alcançou status de estrela nacional por sua interpretação precisa da Helena da novela "Baila Comigo", da Globo, em 1981. A maneira com que ela deu vida à mulher atormentada por ter separado os filhos gêmeos acabou moldando a série de protagonistas de nome Helena que o autor Manoel Carlos criaria ao longo de outras sete novelas.

"A segunda Helena, de Felicidade (vivida por Maitê Proença) só viria em 1991, portanto a Lilian nunca soube que tinha iniciado uma dinastia de protagonistas", anota Cleodon. "Mas o trabalho dela com certeza influenciou todas as Helenas que a seguiram."

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