Bailarinos representarão o Brasil em competições internacionais

Festival de Dança em Joinville seleciona e reverencia o talento de jovens estudantes

Paola Novaes, especial para o iG |

Após maratona de dez dias de apresentações, aulas e competições, que reuniram mais de 6500 bailarinos em Joinville, o público e os turistas conhecem na noite de hoje, sábado (30), os campeões do seu Festival de Dança. Mais: os melhores bailarinos, coreógrafos e o grupo revelação desta edição 2011 também serão reverenciados pela plateia e recebem premiações especiais – que dão direito a representar o país nas mais importantes competições internacionais do gênero, o Grand Prix de Lausanne (na Suíça) e Youth America Grand Prix.

Agência Espetaculum/Divulgação
Felipe Rosa Cardoso, do Maniacs Crew - Germano Timm, foi o vencedor na categoria melhor bailarino

Divulgada na noite de sexta-feira (29), os prêmios especiais da 29ª edição serão entregues para:

Melhor Bailarino: Felipe Rosa Cardoso, do Maniacs Crew - Germano Timm
Prêmio: Medalha e ouro e R$6 mil reais

O joinvilense do grupo Maciacs Crew – Germano Timm iniciou sua carreira como bailarino há apenas quatro anos na categoria de danças urbanas, quando entrou no Maniacs Crew – Germano Timm. Felipe é estudante de educação física e participa do projeto “Mais Educação”, no qual dá aulas para crianças carentes na escola Alicia Bitencourt Ferreira, em Joinville.

Melhor Bailarina e uma das indicadas ao Grand Prix de Lausanne: Paula Cristina Alves, da Especial Academia de Ballet
Prêmio: Medalha de ouro e R$6 mil reais

Ingressou aos cinco anos no universo da dança sob influência da irmã, que também era bailarina. Começou estudando na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e aos 10 anos recebeu o convite para ingressar na Especial Academia de Ballet, onde permanece até hoje.

Apesar da pouca idade, 14 anos, Paula já acumula uma série de prêmios, entre eles o segundo lugar no Youth America Grand Prix (YAGP), desse ano. Para alcançar o sucesso, Paula imerge diariamente em uma rotina de treinos intensa. Acorda cedo, vai para a escola, almoça e vai para o balé. Lá, o ensaio começa às 14h e vai até 22h30.

Agência Espetaculum/Divulgação
Paula Cristina Alves, da Especial Academia de Ballet, eleita a melhor bailarina no evento
Nos intervalos não há muito tempo para descanso, pois é necessário aproveitar a pausa para fazer a lição da escola ou estudar para as provas. “Às vezes, quando chega domingo, eu estou muito cansada, mas quando subo no palco eu vejo o quanto meu esforço vale a pena”.

Melhor Grupo: Escola de Dança Petite Danse – Tijuca
Prêmio: Troféu e R$18 mil reais

A carioca Petite Danse obteve o primeiro lugar no gênero balé clássico de repertório, subgênero conjunto, categoria avançada com Harlequinade, de Petipa. Por esta apresentação, a escola, que conta com 800 alunos em duas unidades no Rio de Janeiro, recebeu ainda a indicação dos jurados do Festival como prêmio revelação pelo figurino e cenário apresentados no dia 22 de julho.

A escola existe há 23 anos e há 12 participa do Festival de Dança da Joinville, além de manter um projeto social chamado “Dançar a vida”, que proporciona a crianças de comunidades carentes do Rio a possibilidade de viver o sonho de se tornar um bailarino. Foi neste projeto que despontou para o mundo a jovem Mayara Magri, eleita como a melhor bailarina no ano passado. Ela conquistou, em seguida, o primeiro lugar no Prix de Lausanne, na Suíça, e no YAGP, em Nova York. Mayara foi premiada ainda com uma bolsa de estudos no Royal Ballet School, em Londres.

Indicado ao Youth America Grand Prix 2012: Adhonay Soares da Silva, do Balé Juvenil do Centro Cultural Gustav Ritter

Adhonay tem apenas 13 anos e começou a dançar há quatro anos, depois de assistir a uma apresentação de balé de uma aluna de sua mãe. No momento, se apaixonou pela dança e começou a fazer aulas. “Me vejo dançando para sempre”, comenta.

Indicado ao Grand Prix de Lausanne: Daniel Robert da Silva, da Vórtice Escola de Dança

O bailarino Daniel Robert da Silva, 14 anos, é um exemplo de superação. Ele começou a dançar aos 11 anos em Uberlândia, onde nasceu e mora até hoje. Daniel revela que sempre teve facilidade para dançar e a primeira oportunidade para mostrar seu talento surgiu através do Projeto Pé de Moleque, coordenado pela bailarina e professora Guiomar Boaventura. Daniel começou em 2008, na Vórtice Escola de Dança, e desde então acumula prêmios.

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