Artista, preso desde 3 de abril, não aparenta ter sido maltratado, diz Lu Qing

As autoridades chinesas, que detêm o artista dissidente Ai Weiwei desde o dia 3 de abril, permitiram ao artista manter um breve encontro com sua ex-mulher, sob presença policial, informou nesta segunda-feira à Agência Efe um familiar do desaparecido. "Ontem pela tarde a ex-esposa de Ai Weiwei, Lu Qing, pôde se encontrar com ele mediante uma visita pactuada", assinalou à Efe Gao Ge, irmã do artista, em conversa por telefone.

Lu Qing, da qual Ai está separado há anos, mas com a qual mantém uma relação amistosa, explicou à família após o encontro que o artista tem bom aspecto. "Parece que está bem de saúde, que não perdeu muito peso e que não foi maltratado. Além disso, está tomando os remédios que precisa", disse.

A visita acalmou a família depois que algumas organizações de direitos humanos publicaram uma carta de um jornalista da "Xinhua" assinada com pseudônimo na qual assegurava que Ai poderia estar sendo torturado durante sua detenção.

As autoridades chinesas asseguram que Ai está sendo investigado por um suposto delito econômico, mas a família está convencida de que sua detenção está vinculada com o ativismo que o artista pratica tanto em sua vida pública como em sua obra.

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