Ator do "Saturday Night Live" revela abusos da mãe e automutilações

Darrell Hammond, famoso por parodiar Bill Clinton e Al Gore, admite em autobiografia ter sido vítima de violência na infância

BBC Brasil |

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Getty Images
Darrell Hammond em Nova York, em junho
O comediante americano Darrell Hammond, que integrou o elenco do programa de TV "Saturday Night Live" por 14 anos, afirma em uma autobiografia que sofreu violentos abusos por parte de sua mãe durante a infância, incluindo choques elétricos, que já cometeu automutilações e que foi viciado em álcool, cocaína e crack.

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Hammond, 56 anos, participou do elenco do "Saturday Night Live" entre 1995 e 2009, tornando-se o ator que participou por mais tempo como integrante regular do programa. Ele ficou famoso por imitar personalidades, como o presidente americano Bill Clinton, seu vice, Al Gore, o empresário Donald Trump e o ator Sean Connery, entre outros.

A autobiografia de Hammond, entitulada "God, If You're Not Up There, I'm F*cked" ("Deus, Se Você Não Estiver Aí em Cima, Estou Ferrado", em tradução livre do inglês), traz relatos da vida do comediante desde a infância até a fama na TV, com destaque aos episódios envolvendo abusos em sua infância e problemas com drogas.

Em entrevista à rede CNN, Hammond disse que, enquanto criança, sofreu golpes, facadas e até choques elétricos por parte de sua mãe.

"Eu fui vítima de uma brutalidade sistemática e prolongada", disse o ator à CNN. "Minha mãe fez algumas coisas que me custaram caro."

Segundo o comediante, os abusos sofridos na infância o levaram a várias hospitalizações, tratamentos psiquiátricos e automutilações, cometidas até mesmo nos bastidores do "Saturday Night Live".

Reprodução
Hammond vestido como Sean Connery no "SNL"
Álcool, cocaína e crack

Em sua autobiografia, Hammond afirma que, por muito anos, bebeu grandes quantidades de álcool, inclusive na NBC, emissora que produz o "Saturday Night Live".

"Eu mantinha um copo de Rémy [uma marca de conhaque] em minha mesa no trabalho (...) quando a bebida não funcionava, eu me cortava", escreveu o comediante.

Hammond diz em seu livro que, em uma ocasião em 1998, policiais o retiraram do prédio da NBC "em uma camisa de força", para levá-lo a um hospital. "A minha mulher chegou, mas eu não a reconheci", diz ele na autobiografia.

Além de beber, o ator diz que consumiu "quantidades obscenas" de cocaína a partir de 2002. Após passar por um programa de reabilitação, ele afirma que teve uma recaída em 2009, quando começou a fumar crack, frequentando zonas perigosas do bairro do Harlem, em Nova York.

Hammond afirma estar recuperado, livre do álcool e das drogas. Sua autobiografia chega às livrarias americanas em 8 de novembro.

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