ArtRio abre suas portas e galeristas comemoram boas vendas

Feira de negócios abre as portas para o público nesta quinta-feira (08) e fica no Píer Mauá até domingo (11)

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro |

Luisa Girão
Vasos de Picasso à venda na ArtRio

O Rio de Janeiro já foi palco para importantes exposições de arte, como as de Monet, Picasso e Tarsila do Amaral. Mas, pela primeira vez, a cidade recebe uma feira de negócios com foco em artes plásticas. A ArtRio – Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro – abre as portas para o público nesta quinta-feira (08) e fica no Píer Mauá até o domingo (11) com aproximadamente 80 galerias e mais de 800 obras de arte.

Nessa quarta-feira (07), Alexandre Accioly, Luiz Calainho, Brenda Valansi Osorio e Elizangela Valadares – os organizadores da feira – receberam convidados e pessoas ligadas ao mundo das artes para a abertura oficial do evento. “Há anos coleciono obras de arte. Por isso topei entrar nesse projeto. Uma feira como essa é importante para o Brasil, já que há um grande burburinho relacionado ao assunto. A cidade tem potencial para esse mercado e a expectativa é que movimente R$ 50 milhões”, afirmou Accioly, que comprou a pintura “São Sebastião”, de Volpi, para doar para o futuro Museu de Arte do Rio de Janeiro. Além disso, ele já adquiriu mais três obras para a sua coleção pessoal.

O prefeito Eduardo Paes também participou do evento. Acompanhado dos organizadores, ele escolheu três fotografias de Walter Firmo (Cartola na Marquês de Sapucaí, Pixinguinha na cadeira e Clementina de Jesus junto a árvore) para doar para o Museu de Arte do Rio de Janeiro. Os valores das obras não foram divulgados nem pela assessoria do prefeito, nem pela Pequena Galeria 18, onde os quadros estão expostos. “Adorei a feira”, limitou-se a falar o prefeito, ao sair do Píer Mauá.

Em cinco horas de evento, os galeristas comemoravam as vendas. Segundo Calainho, a feira superou as expectativas. “Não sabemos precisar ainda o quanto foi vendido. Mas todos estão muitos animados”, disse. O renomado galerista Max Perlingeiro comemorou as boas vendas. “Já vendi 60% do meu mostruário. Amanhã, vou ter que ligar para as pessoas, para pedir obras emprestadas para não ficar com buracos”, divertiu-se. Em seu espaço, Max disponibilizou uma das obras mais cobiçadas da feira: vasos cubistas do espanhol Pablo Picasso. “Mas todas as seis obras dele já foram vendidas”, afirma.

Obras para qualquer bolso

A peça mais cara do ArtRio é o quadro “Colômbia” de Fernando Botero e a instalação “Fortaleza de Arkadin”, de Wesley Duke. As obras estão avaliadas em US$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, respectivamente. Já a mais acessível é a criação de Ângelo Venosa (R$ 2700,00) e Cildo Meirelles (R$ 5 mil). “Entendemos que obra de arte é um fetiche. Queremos que a obra tem um valor imenso, mas um preço acessível”, disse Manoel Müller Filho, da galeria Mul.ti.plo.

Para quem quiser adquirir obras de arte, vale ressaltar que as compras podem ser feitas de cheque, dinheiro e cartões de crédito e débito. Todas as obras têm isenção do ICMS. Além disso, as obras brasileiras podem ser levadas no ato da compra. “Muitos preferem que providenciemos o transporte pela questão da segurança. Mas temos um estoque para não ficar com paredes vazias”, afirmou Brenda Valansi Osorio.

O sucesso da feira é tanto que a ArtRio já está confirmada para o próximo ano, no dia 12 de setembro de 2012. “Queremos ocupar outros galpões do píer e aumentar o número de expositores. Teremos pelo menos mais 20 galeristas. Também queremos que o ArtRio se torne um evento paralelo de exposições internacionais como Basel, na Suiça”, afirmou Calainho. Accioly complementa: “Pensamos também em trazer exposições de arte de nomes renomados.Nenhuma ideia é descartada. É um evento que tem um enorme potencial de crescimento”.

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