Dupla põe fogo virtual em monumentos símbolo da herança cultural europeia

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Instalação faz Coliseu parecer em chamas
Divulgação
Instalação faz Coliseu parecer em chamas
Quem passar pelo Coliseu nas noites deste fim de semana, em Roma, vai ficar assustado com as chamas que parecem queimar o monumento símbolo da capital italiana. O aparente incêndio é uma obra multimídia dos artistas Thyra Hildez, da Dinamarca, e Pio Diaz, da Argentina.

Eles usam luzes e projeção de imagens para criar uma visão de impressionante realismo. Antes da inauguração do evento, na sexta-feira, foram feitas provas do "incêndio", com a presença do prefeito da cidade, Gianni Alemanno, provocando o espanto de turistas e romanos que passavam por ali.

"City on Fire"

Um jogo de luzes e projeções, vai dar a impressão que as chamas dominam as arcadas do Coliseu durante toda a noite. O espetáculo vai ser visto da grande avenida que leva ao monumento, passando pelo antigo Foro Romano.

O evento, patrocinado pelo Ministério da cultura da Itália, faz parte do projeto "City on Fire", no qual os dois artistas põem fogo virtual em igrejas e monumentos símbolo da herança cultural europeia. Eles já fizeram instalações semelhantes em cidades como Berlim, Frankfurt, Kiev e Copenhague.

A intenção deles é promover um debate sobre a fragilidade e a transitoriedade das construções realizadas pelo homem, alertando para a consequência da perda da herança cultural.

Símbolo de renovação

O Coliseu recebe 4 milhões de visitantes por ano e é considerado o maior símbolo de herança cultural ainda existente. "O Coliseu teve um papel político, social e econômico muito importante desde sua inauguração no ano 80 dC. Com o incêndio virtual, ele se torna símbolo de renovação", disse Rossella Rea, diretora do monumento.

Com o nome oficial de anfiteatro Flavio, a arena é símbolo da Roma imperial, emblema da cidade e guardiã de uma história complexa que mistura grandiosidade, poder e crueldade. Construído para ser palco de lutas ferozes entre gladiadores e também com animais para divertir o público, foi cenário de torturas e morte cruel dos primeiros cristãos.

O evento multimídia vai evocar o famoso incêndio provocado pelo imperador Nero, no ano 64, quase 20 anos antes da inauguração do anfiteatro. Após 6 dias e 7 noites, o fogo destruiu praticamente toda a cidade, enquanto Nero admirava as chamas cantando "A destruição de Tróia", da torre de um palácio.

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