Arte brasileira bate recorde em leilão da Sotheby's

Em leilão que o colombiano Fernando Botero foi a estrela, artistas do Brasil também se destacaram

Reuters |

Divulgação
Obra "In-Mensa", de Cildo Meirelles
A forte demanda pela arte abstrata brasileira e pelas obras do colombiano Fernando Botero gerou um recorde de preços para um leilão de arte latino-americana da Sotheby's, com mais de US$ 21,6 milhões em vendas, o equivalente a R$ 34,7 milhões. O lance mais intenso da noite foi para esculturas abstratas brasileiras feitas de madeira.

A escultura do brasileiro Cildo Meireles "In-Mensa", de 1982, foi vendida por US$ 518 mil (R$ 832 mil), um recorde para o artista em leilões. Ela usou madeira polida para criar móveis híbridos, confundindo as partes que são cadeiras ou mesas. Uma escultura de 1965 de Sérgio Camargo foi arrematada por US$ 842,5 mil (R$ 1,35 milhão).

A pintura de Botero "A Família", que foi vendida por 1,4 milhão de dólares, foi a obra mais cara do leilão de quarta-feira e seu "Homem em um Cavalo" estabeleceu um recorde para escultura em bronze do artista em leilão, em 1,17 milhão de dólares.

"Em toda crise, há alguém que ganha dinheiro e têm de gastá-lo," disse Carmen Melian, diretor da Sotheby's de arte latino-americana. "Eu acho que também o grande choque acabou. Algumas pessoas estão começando a comprar e o ciclo (de compra de arte) começou de novo.

A Sotheby's disse que o mercado de arte no Brasil está crescendo. A valorização do real torna a arte com preços em dólares dos EUA mais baratos em comparação com a moeda do país.

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