Ai Weiwei desliga câmeras por ordem das autoridades chinesas

Artista sofre mais um derrota na queda de braço com o governo comunista; "não me deram nenhuma explicação sobre o motivo"

EFE |

Apenas dois dias após iniciar seu "Big Brother" caseiro, o artista e dissidente chinês Ai Weiwei, em regime de liberdade vigiada desde junho passado, teve de apagar as câmeras que instalara em sua casa, a pedido das autoridades chinesas, disse o próprio à Agência Efe nesta quinta-feira.

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"Recebi a ordem de apagá-las, mas não me deram nenhuma explicação sobre o motivo", declarou Ai por telefone desde seu estúdio no bairro de Caochangdi, em Pequim.

Ai insistiu nesta quinta-feira que a exposição de sua intimidade representava um "presente para o público" e também para a segurança pública, em menção às 15 câmeras das autoridades do regime comunista que cercam sua propriedade e acompanham, dia a dia, seus movimentos.

O artista, famoso entre outras coisas por sua colaboração na construção do estádio olímpico de Pequim, afirmou não estar "nem triste, nem contente" com o resultado de sua iniciativa, e também não se aventurou a anunciar qual será seu próximo movimento na queda de braço que mantém com as autoridades há um ano.

Ai permaneceu detido durante 81 dias - sem acusações - entre abril e junho de 2011, e foi acusado posteriormente pelas autoridades chinesas de evadir mais de US$ 2 milhões da companhia na qual trabalhava, valor que pôde pagar graças às doações de mais de 30 mil compatriotas.

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