Advogados de Polanski criticam promotor

Pedido de extradição do cineasta é tido como desonesto por ocultar depoimentos que beneficiam o réu

AFP |

AP
O cineasta Roman Polanski
Os advogados americanos do diretor de cinema Roman Polanski afirmaram novamente que o pedido de extradição do cineasta apresentado às autoridades suíças não é "honesto", já que omite depoimentos que poderiam beneficiar seu cliente.

"Roman Polanski está decidido a garantir que o pedido de extradição americano seja baseado numa exposição completa e honesta dos fatos. Hoje, este não é o caso", afirmam em comunicado os advogados do cineasta, Chad Hummel, Doug Dalton e Bart Dalton.

Evocam vários depoimentos, segundo os quais o juiz do caso Polanski em 1977 - quando o cineasta foi julgado por manter "relações sexuais ilegais" com uma menor - disse que limitaria a condenação de Roman Polanski a 90 dias de avaliação psiquiátrica.

É este testemunho, hoje fora do processo, que os advogados querem integrar ao pedido de extradição. Segundo eles, o promotor atual do julgamento "lutou para que isso fosse ocultado".

Para os advogados, "a razão pela qual o promotor omitiu deliberadamente revelar esta informação no pedido de extradição é que teme que esse fato indiscutível faça com que a Suíça chegue à conclusão de que a extradição não está justificada legalmente".

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