Jornalista vira ator pornô e funkeiro na nova temporada de "O Infiltrado"

Por Luísa Pécora , iG São Paulo |

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Programa volta ao ar nesta terça(30) no canal History; "É um misto de reality show e jornalismo gonzo", diz Fred Melo Paiva

Ator pornô, funkeiro, detetive, Papai Noel, exorcista. Estes são algumas das identidades que o jornalista Fred Melo Paiva assumirá na segunda temporada de "O Infiltrado", produção brasileira de maior audiência do canal History, que volta ao ar nesta terça-feira (30), às 23h.

Também criador do programa, a cada episódio Paiva se infiltra no universo de um grupo social ao qual não pertence, fazendo entrevistas e oferecendo dados, mas também colocando a mão na massa: para ser ator pornô, tem de fazer um filme; para ser funkeiro, recebe dicas de Fernanda Abreu e compõe com Mr. Catra.

Imagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: DivulgaçãoImagem da série 'O Infiltrado'. Foto: Divulgação

"É uma mistura de reality show com jornalismo gonzo (no qual o autor se mistura profundamente com a ação)", define Paiva, em entrevista ao iG. "O reality show, especialmente na televisão brasileira, sempre tendeu a programas mais descerebrados, de só bisbilhotar a vida alheia. A gente junta isso com jornalismo de qualidade, num programa que tem pesquisa robusta e que procura situações legais."

"O Infiltrado" não é um programa de comédia, mas extrai humor do fato de Paiva ser sempre um estranho no ninho. Apesar de tímido, ele diz não ter tido grande dificuldade de deixar um jornalismo mais tradicional para expôr seu rosto e personalidade diante das câmeras.

"Passei a achar que aí existe um caminho. Os veículos de comunicação estão em crise, mas a pessoa do jornalista está super viva. Temos as redes sociais, um lugar em que existimos independente da empresa em que trabalhamos."

Divulgação
O jornalista Fred Melo Paiva, da série 'O Infiltrado'

Paiva garante que tudo é verdadeiro em "O Infiltrado", a começar pela bicicleta com a qual se desloca pelas cidades (nesta temporada, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília).

"Sou eu que estou ali. Não acredito em Deus, sou torcedor fanático do Atlético Mineiro, me visto daquele jeito...sou aquilo ali mesmo. Não uso nem maquiagem."

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A escolha de temas segue três regras básicas: primeiro, deve entrar em choque com a realidade ou o pensamento de Paiva, para criar conflito; em segundo lugar, precisa ter relevância social; por fim, deve oferecer possibilidade de ação.

"Não dá para eu querer me transformar num escritor, porque vou ficar sentado, vai ser entediante. O programa tem uma dinâmica mais ágil, vou de um lugar para o outro, encontro mil pessoas. Se for um assunto muito preso ao sofá, fica com cara de Globonews".

O mais polêmico dos 11 episódios da nova temporada promete ser o primeiro, no qual Paiva tenta se infiltrar na indústria pornográfica. Para isso, recebe aulas práticas de atores de filmes eróticos como Lopan e Sarah Lopez, também dançarina e stripper.

Foi, segundo o jornalista, a gravação mais difícil. "Meu momento mais traumático de toda a série foi fazer striptease numa casa de swing", conta.

Como é Paiva quem estabelece os próprios limites, eles sempre pode se negar a realizar uma tarefa. Nesta temporada, porém, ele considera que conclui todas as missões. "Quando não consigo fazer, faço do meu jeito. Cumpro, ainda que de forma original."

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