Pela 10ª vez no evento, “Nordestino da Flip” apresenta seus livros

Por Maria Carolina Gonçalves |

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O escritor paraibano tem acompanhado o evento desde sua terceira edição, em 2005

A Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) não é feita somente de escritores consagrados. Paulo Marcos Cavalcante, 54, está em sua décima Flip (de um total de 12 edições). Ele tem dois livros publicados pela Universidade Federal da Paraíba.

Em Paraty, o paraibano já virou “o nordestino da Flip”, vestindo-se com chapéu de cangaceiro e tiras de couro traçadas em X no peito. Ele conta que já se acostumou a ouvir: “Olha o nordestino de novo”.

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Seus livros são ambientados na Paraíba. O primeiro deles, “O martírio dos viventes”, foi publicado em 2011 pela primeira vez e está em sua sexta edição. É inspirado em uma família real de retirantes que luta para não ter de fazer o êxodo rural. As gravuras são de sua própria autoria. O autor conta que passou oito anos elaborando o livro.

Maria Carolina Gonçalves/iG
Paulo Marcos Cavalcante, 54, já se acostumou a ouvir: “Olha o nordestino de novo”

“Como se fosse um Paraíso”, lançado em 2012, é uma antítese ao primeiro. “O Nordeste não é só seca”, explica. O segundo livro aborda o período das chuvas e da disponibilidade de alimentos.

Cavalcante tem divulgado seu trabalho pelo Brasil. Ele relata que saiu de sua terra-natal em viagem de moto, passando por 73 cidades. “Meu destino era Campina Grande do Sul, no Paraná. O frio me impediu, faltando cinco cidades para chegar”, conta. “Foram 3027 quilômetros, nove dias de moto”, calcula.

“Colhi N lendas e as origens fantásticas de cada cidade”, diz. Essa viagem e outras viagens de sua vida, desde que saiu da casa dos pais, aos 12 anos, estão se transformando em mais um livro, que deve ser publicado em 2015.

O escritor foi deixando um exemplar dos dois livros de sua autoria em cada uma das cidades por que passou, “para que os professores trabalhem a literatura nordestina nas escolas”.

Cavalcante afirma que vai continuar frequentando a cidade de Paraty, a Flip e outras cidades brasileiras e eventos literários pelo País para divulgar seu trabalho e as histórias que colheu em suas viagens.

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