Quadro "Le Printemps", de Manet, deve alcançar preço recorde em leilão

Por Reuters |

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Pintura feita em 1881 pode arrecadar até R$ 79 milhões, segundo a casa Christie's

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A obra 'Le Printemps', de Manet

O celebrado quadro "Le Printemps" (A Primavera), pintado por Édouard Manet em 1881 e de posse da mesma família há um século, será leiloado pela primeira vez este ano e pode arrecadar até US$ 35 milhões (R$ 79 milhões), informou a casa de leilões Christie's nesta sexta-feira (1º).

O raro retrato da jovem atriz parisiense Jeanne Demarsy, um dos trabalhos mais famosos de Manet, será um dos destaques do leilão de Arte Moderna e Impressionista em Nova York no dia 5 de novembro.

O evento se seguirá aos melhores leilões da primavera norte-americana em anos para a Christie's e de um crescimento no mercado global de arte e antiguidades – as vendas aumentaram 8% no ano passado, chegando a US$ 65,9 bilhões - o nível mais alto desde 2007, de acordo com o relatório mais recente da European Fine Art Foundation.

Se vendido por US$ 35 milhões, "Le Printemps" irá ultrapassar o valor recorde de US$ 33,2 milhões pagos por "Self Portrait with a Palette" (Autorretrato com uma paleta), também de Manet, em Londres quatro anos atrás.

Adrien Meyer, diretor internacional da Christie's, disse que a pintura é um dos últimos trabalhos de Manet dignos de exibição em museus a ser leiloada. “A maneira como foi pintado e como a mulher se destaca da pintura é arrebatadora”, declarou.

Manet é considerado um dos gigantes do Impressionismo e ficou conhecido por seus retratos. "Le Printemps", que mostra Demarsy como uma alegoria da primavera vestindo um conjunto floral, luvas, boina e uma sombrinha rendada diante de um fundo de rododendros, é uma de suas obras mais famosas e reproduzidas.

Ela é ainda uma das duas pinturas, ao lado de "Un bar aux Folies-Bergère", que o artista submeteu para a Mostra de Paris de 1882 e que o levou ao sucesso e ao reconhecimento.

"Le Printemps" teve poucos proprietários, entre eles a família norte-americana anônima que a vende depois de ter sua posse durante um século.

“Este é um trabalho aclamado, e é raro encontrar um trabalho tão importante ainda disponível para ser adquirido por um colecionador particular nos dias de hoje”, afirmou Brooke Lampley, curador de Arte Moderna e Impressionista da Christie's, à Reuters.

"Seu trabalho é incrivelmente raro no mercado”, acrescentou.

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