Músico foi fundador e baterista da banda punk que inspirou gerações; causa da morte não foi informada, mas revista americana afirmou que ele lutava contra câncer

O baterista Tommy Ramone, um dos fundadores do Ramones e último sobrevivente da formação original da banda, morreu nesta sexta-feira (11), aos 65 anos.

A notícia foi dada neste sábado (12) por Dave Frey, funcionário da Ramones Productions, empresa que administra os direitos da banda. A revista norte-americana "Variety" afirmou que Tommy lutava contra um câncer, mas a informação não foi confirmada oficialmente.

Nascido Thomas Erdelyi, em Budapeste, na Hungria, Tommy formou os Ramones em 1974, em Nova York, com o vocalista Joey, o baixista DeeDee e o guitarrista Johnny. Apesar de não terem nenhum parentesco, todos assumiram o sobrenome Ramone.

Com músicas como "I Wanna Be Sedated", "Blitzkrieg Bop", "Beat on the Breat", "Teenage Lobotomy" e "Sheena Is a Punk Rocker", os Ramones influenciaram gerações de bandas de rock e punk, como The Clash, Sex Pistols, Nirvana e Green Day.

Tommy tocou nos três primeiros álbuns da banda e produziu dois deles. Saiu dos Ramones em 1978, cansado das constantes turnês e, como admitiu depois, por causa de problemas com os outros integrantes.

Ouça "Sheena is a Punk Rocker", dos Ramones:

Foi substituído por Marky, que seria demitido por alcoolismo em 1983 e trocado por Richie. Mesmo sem tocar, Tommy manteve ligação com os Ramones e produziu outros álbuns.

O grupo acabou em 1996, após a turnê do último álbum de estúdio, "Adios Amigos". Um disco ao vivo foi lançado no ano seguinte com o título "We're Outta Here!".

Joey foi o primeiro Ramone original a morrer, em 2001, de câncer linfático. Dee Dee sofreu overdose de drogas em 2002 e Johnny morreu em 2004 de câncer de próstrata. Marky e Richie estão vivos.

Com AP

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