Tela atacada de Rothko volta a ser exposta depois de restauração pioneira

Por Reuters |

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Obra está avaliada em até R$ 33,4 milhões e tinha sido danificada por um rabisco

Reuters

Uma pintura de Mark Rothko danificada com spray na galeria Tate Modern, em Londres, há 18 meses voltou a ser exibida nesta terça-feira após a tentativa pioneira de retirar tinta de uma grande obra de arte, sem danificar as camadas de pintura.

"Black on Maroon" de Rothko, foi atacada em outubro de 2012 por um artista amador que rabiscou "Vladimir Umanets '12, A Potential Piece of Yellowism" em um canto inferior.

Getty Images
Tela restaurada de Rothko retorna à Tate, em Londres

A pintura era um dos Murais Seagram comissionados para o restaurante Four Seasons, em 1958, e está avaliada entre 5 milhões e 9 milhões de libras esterlinas (entre R$ 18,6 milhões e R$ 33,4 milhões) pela Sotheby's. Rothko doou a obra à Tate em 1970.

O cidadão polonês chamado Wlodzimierz Umaniec, também conhecido como Vladimir Umanets, afirmou que o grafite era um ato criativo para promover seu movimento artístico, 'Yellowism'. Ele acabou se declarando culpado das acusações de danos materiais e foi preso por dois anos em dezembro de 2012.

Os restauradores na Tate Modern, uma das galerias mais populares do mundo, disseram que as telas de Rothko são notoriamente difíceis de restaurar por causa de sua pintura complexa, que é composta de camadas de óleos, pigmentos, resinas, colas e ovos.

Uma equipe de três restauradores e cientistas passou nove meses pesquisando e testando cerca de 80 solventes, seis meses removendo a tinta e três meses restaurando a superfície.

No julgamento de Umanets, o promotor Gregor McKinley disse à corte que a restauração custaria cerca de 200.000 libras (cerca de 320.000 dólares)

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