Fotógrafo expõe paixão nacional por 'peladas'

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Por 9 meses, Caio Vilela percorreu os 26 Estados e o Distrito Federal para capturar imagens 'perfeitas' do futebol de rua

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Durante nove meses, o fotógrafo e jornalista Caio Vilela percorreu o Brasil em busca da imagem perfeita sobre a mais arrebatadora paixão nacional: o futebol de rua, ou a famosa "pelada".

Uma paixão que começou no início da década de 1880, antes do fim da escravidão, quando padres jesuítas e vicentinos trouxeram as primeiras bolas de capotão da Europa.

Durante nove meses, o fotógrafo e jornalista Caio Vilela percorreu o Brasil em busca da imagem perfeita sobre a mais arrebatora paixão nacional: o futebol de rua, ou a famosa "pelada". Acima, a co-protagonista: a bola. Foto: Caio VilelaUma paixão que começou no início da década de 1880, antes do fim da escravidão, quando padres jesuítas e vicentinos trouxeram as primeiras bolas de capotão da Europa. Acima, um homem faz malabarismos com a bola no pôr do sol de Jericoacoara, no Ceará. Foto: Caio VilelaNo entanto, o futebol só chegaria com força anos mais tarde ao país, em 1894, pelas mãos – ou, melhor dizendo, pés – do paulistano Charles Miller. Na foto acima, estudantes de uma escola islâmica durante aula de Educação Física, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Foto: Caio VilelaNatural de São Paulo, Vilela já percorreu mais de 80 países nos cinco continentes produzindo reportagens sobre os mais variados temas e fotografando o futebol jogado na rua, distante dos holofotes dos estádios ou da imprensa. Acima, partida de meninas em bairro rural de Penedo, em Alagoas. Foto: Caio Vilela"O futebol de rua é como um ritual no Brasil ou uma religião. Faz parte da nossa vida", diz Vilela à BBC Brasil. Acima, dois jovens jogam em campo cheio de lama.. Foto: Caio VilelaE a bola sobe na periferia de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Foto: Caio VilelaDiversão no calçadão do Arpoador, no Rio de Janeiro. Foto: Caio VilelaMalabarismo com a bola na praia de Niterói, no Rio de Janeiro. Foto: Caio VilelaJogadas espontâneas entre um banho e outro no rio Araguaia, em Conceição do Araguaia, no Pará. Foto: Caio VilelaTreino no fim de tarde de time amador em Alto Paraíso, em Goiás. Foto: Caio Vilela

No entanto, o futebol só chegaria com força anos mais tarde ao país, em 1894, pelas mãos – ou, melhor dizendo, pés – do paulistano Charles Miller.

Filho de pai escocês e mãe de ascendência inglesa, ele foi estudar muito jovem na Inglaterra, de onde voltou com duas bolas, um livro de regras e uniformes em mãos, dando o pontapé inicial ao esporte em solo brasileiro.

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As imagens da série que você vê acima foram captadas pelo fotógrafo nos 26 Estados do Brasil e no Distrito Federal: suas capitais, seus cartões-postais e seus rincões distantes e pouco conhecidos.

Elas deram origem ao livro Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí (Grão Editora, 260 páginas, R$ 90), com prefácio de Zico, lançado no ano passado.

Projeto maior

O livro é fruto de um projeto maior chamado "Futebol sem Fronteiras", idealizado por Vilela em 2004 e que conta com um acervo de imagens produzidas em 53 países.

"O futebol de rua é como um ritual no Brasil ou uma religião. Faz parte da nossa vida", diz Vilela à BBC Brasil.

"É o futebol jogado com o coração", acrescenta ele.

Natural de São Paulo, Vilela já percorreu mais de 80 países nos cinco continentes produzindo reportagens sobre os mais variados temas e fotografando o futebol jogado na rua, distante dos holofotes dos estádios ou da imprensa.

Ele já publicou diversos livros sobre o tema e teve suas fotos exibidas em exposições de São Paulo a Doha, no Catar.

A meta agora, segundo o fotógrafo, é conseguir apoio para realizar mais quatro grandes viagens de baixo orçamento: Ásia Central, Europa, América Central e América do Sul.

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