MoMA tem primeira grande retrospectiva de Lygia Clark nos EUA

Por BBC (Alessandra Corrêa, de Nova York) |

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300 obras da mineira farão parte da exposição em Nova York

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O Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, abre no dia 10 de maio a primeira grande retrospectiva dedicada à artista plástica brasileira Lygia Clark em um museu americano.

Por meio de 300 obras reunidas de coleções públicas e privadas e organizadas de forma cronológica, a mostra Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988 ("Lygia Clark: O Abandono da Arte, 1948-1988") aborda todas as fases da carreira da brasileira morta em 1988, que se tornou referência para artistas na exploração dos limites das formas convencionais de arte.

 Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira  A primeira grande retrospectiva dedicada à artista plástica brasileira Lygia Clark em um museu americano será aberta no dia 10 de maio no Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York. A exposição apresenta 300 obras reunidas de coleções públicas e privadas e organizadas de forma cronológica. Acima, Lygia Clark em seu estúdio no Rio, nos anos 1950. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira Exposição em Nova York reúne 300 obras e engloba as quatro décadas de carreira da artista brasileira  “Lygia Clark: The Abandonment of Art, 1948-1988” (“Lygia Clark: O Abandono da Arte, 1948-1988”) aborda todas as fases da carreira da brasileira morta em 1988, que se tornou referência para artistas na exploração dos limites das formas convencionais de arte. A obra Sem título é de 195. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroA exposição é dividida em três grandes temas: abstração, neoconcretismo e abandono da arte. Na primeira fase, estão as pinturas e desenhos do fim dos anos 1940 e dos anos 1950, com a exploração dos limites entre pintura e moldura. É desse período Superfície Modulada no. 9, de 195. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroA seguir, estão os trabalhos do período do neoconcretismo, movimento artístico de vanguarda brasileiro do fim dos anos 1950. As esculturas manipuláveis da série Bichos, dos anos 1960, marcam o início da participação ativa do espectador na obra de Lygia Clark. Acima, Relógio de Sol, de 1960. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroNascida em Belo Horizonte, em 1920, Lygia Clark construiu sua carreira no Rio e em Paris. “Enquanto o legado de Clark no Brasil é profundo, esta exposição chama atenção internacional para seu trabalho”, diz o curador de arte latino-americana do MoMA, Luis Pérez-Oramas. Trepante, versão 1, é de 1965.. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroA parte final da exposição aborda o período a partir dos anos 1970, quando ela passou a se dedicar a obras que incluíam a participação ativa do público, acabando com a distinção entre artista e espectador. Na foto, Óculos, de 1968. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroLygia Clark parou de se definir como artista e passou a se concentrar no desenvolvimento de experiências sensoriais e seu uso terapêutico. Na foto, ela veste Máscara Abismo com tapa-olhos, de 1968. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroEstão expostos vários desses objetos sensoriais, que eram aplicados diretamente no corpo dos participantes. A imagem mostra Diálogo de mãos, de 1966, objeto feito com elástico, provavelmente sendo usado por Lygia Clark e Hélio Oiticica. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroAlém de vídeos com imagens da época, os visitantes contam com a ajuda de monitores especialmente treinados para reproduzir as experiências sensoriais. Acima, Ping-pong, de 1966, composto por bolas de pingue-pongue e um saco plástico. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de JaneiroA exposição fica em cartaz até 24 de agosto. O MoMa organizou também uma programação paralela, que inclui uma mostra de filmes experimentais brasileiros dos anos 1960 e 1970. A foto mosta Lygia Clark em seu estúdio em Paris, em 1969, trabalhando em Arquitetura Biológica II. Foto: Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”, Rio de Janeiro

Nascida em Belo Horizonte, em 1920, Lygia Clark construiu sua carreira no Rio e em Paris. A exposição divide as quatro décadas de sua produção artística em três grandes temas: abstração, neoconcretismo e abandono da arte.

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Na primeira fase, estão as pinturas e desenhos do fim dos anos 1940 e dos anos 1950, com grande influência da arquitetura, exploração dos limites entre pintura e moldura e a descoberta do que Lygia Clark chamava de "linha orgânica", uma incisão na superfície da obra. É desse período a série Superfícies Moduladas.

A seguir, estão os trabalhos do período do neoconcretismo, movimento artístico de vanguarda brasileiro do fim dos anos 1950.

As esculturas manipuláveis da série Bichos, dos anos 1960, com sua infinidade de formas possíveis de acordo com a interação do público, marcam o início da participação ativa do espectador na obra de Lygia Clark. Além dos originais, há réplicas que podem ser manuseadas pelos visitantes.

A parte final aborda o período a partir dos anos 1970, quando ela passou a se dedicar a obras que incluíam a participação ativa do público, acabando com a distinção entre artista e espectador.

Lygia Clark parou de se definir como artista e passou a se concentrar no desenvolvimento de experiências sensoriais e seu uso terapêutico.

Estão expostos vários desses objetos sensoriais, que eram aplicados diretamente no corpo dos participantes.

Além de vídeos com imagens da época, os visitantes contam com a ajuda de monitores especialmente treinados para reproduzir as experiências sensoriais.

A exposição ocupa o sexto e o quarto andar do museu, onde foi remontada a instalação "A casa é o corpo: penetração, ovulação, germinação, expulsão", criada em 1968 para a Bienal de Veneza.

"Enquanto o legado de Clark no Brasil é profundo, esta exposição chama atenção internacional para seu trabalho", diz o curador de arte latino-americana do MoMA, Luis Pérez-Oramas.

"Ao reunir todas as partes de sua produção radical, esta exposição busca reinscrevê-la nos discursos atuais de abstração, participação e prática de arte terapêutica."

A exposição fica em cartaz até 24 de agosto. O MoMa organizou também uma programação paralela, que inclui uma mostra de filmes experimentais brasileiros dos anos 1960 e 1970.

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