Cornelius Gurlitt tinha em seu poder mais de 1.280 peças, incluindo pinturas de nomes como Chagall, Matisse e Picasso

Desenhos de Edvard Munch, Max Liebermann e Henri de Toulouse-Lautrec foram achados entre as obras de arte
France Presse/ Getty Images
Desenhos de Edvard Munch, Max Liebermann e Henri de Toulouse-Lautrec foram achados entre as obras de arte

O alemão Cornelius Gurlitt morreu nesta terça-feira (6) aos 81 anos. Ele guardou por décadas uma coleção de obras-primas de artistas como Chagall, Matisse, Picasso e Toulouse-Lautrec antes de serem descobertas em seu apartamento, em 2012, em Munique (Alemanha).

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Gurlitt sofria de problemas cardíacos. Ele fez uma cirurgia em 2013, algumas semanas depois de a descoberta de sua coleção de pinturas e desenhos se tornar pública.

Mais de 1.280 pinturas, que ficaram conhecidas como o "tesouro de Munique", foram confiscadas em fevereiro de 2012 como parte de uma investigação de sonegação de impostos. Entretanto, a apreensão só se tornou pública em novembro de 2013, quando a revista alemã "Focus" divulgou a história.

O pai de Gurlitt, Hildebrand Gurlitt, aparentemente começou a coleção entre 1930 e 1940, quando trabalhava para os nazistas vendendo quadros que na maioria das vezes pertenciam a famílias judias.

As autoridades alemãs formaram uma força-tarefa especial para catalogar as obras e divulgá-las no banco de dados do governo, na tentativa de rastrear os antigos donos.

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