Em imagens: A explosão do grafite em NY

Por BBC Brasil |

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Mostra celebra nomes que marcaram trajetória de arte urbana, que teve de superar tarja de "vandalismo" nos anos 1970

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Surgido como um movimento considerado "ilícito" por muitos, encabeçado por adolescentes que deixavam sua marca em vagões de metrô e fachadas de prédios, o grafite explodiu em Nova York nos anos 1970.

Obra de 1982 de Keith Haring. Foto: Keith Haring FoundationFoto de Jon Naar de 1973 mostra trem pintado por STAY HIGH 149, um dos pioneiros do grafite de NY. Foto: Jon NaarMural feito por LEE (Lee Quiñones) em 1980. Foto: Cortesia do Museum of the City of New YorkLADY PINK (Sandra Fabara) pintou “A Morte do Grafite” em 1982, época em que o então prefeito de Nova York, Ed Koch, queria livrar o metrô do grafite. Foto: Cortesia do Museum of the City of New YorkPintura de 1984 de ZEPHYR (Andrew Witten), figura chave na transição do grafite de trens para telas. Foto: Cortesia do Museum of the City of New YorkEsboço de SHARP (Aaron Goodstone) que virou grafite em um trem. Foto: Cortesia do Museum of the City of New YorkObra de 1990 de SHARP. Foto: Cortesia do Museum of the City of New YorkObra da dupla SHANE SMITH, formada por irmãos grafiteiros. Foto: Cortesia do Museum of the City of New York

Uma década depois, esses jovens artistas eram cobiçados por galerias comerciais e colecionadores. Ao lado do hip hop, o grafite não apenas transformou a paisagem da cidade, mas teve impacto visível até hoje na música, na moda e na cultura popular.

Essa trajetória é o tema da mostra "City as Canvas: Graffiti Art from the Martin Wong Collection" ("Cidade como Tela: Arte em Grafite da Coleção de Martin Wong", em tradução livre), em cartaz até 24 de agosto no Museum of the City of New York.

Ele próprio artista e amigo de muitos grafiteiros, Wong, morto em 1999, começou a colecionar as obras quando ainda eram consideradas poluição visual por muitos. Em 1994, doou sua coleção ao museu em Nova York.

"Hoje a arte em grafite é amplamente valorizada, mas muitos questionavam seus méritos durante o desenvolvimento do movimento nos anos 1970", diz a diretora do museu, Susan Henshaw Jones.

Ela lembra que ainda hoje o grafite desperta reações apaixonadas em Nova York, tanto positivas quanto negativas, ao mesmo tempo em que continua fascinando moradores e turistas.

Fenômeno mundial

A história do movimento e de como passou de "vandalismo" a arte valorizada é contada por meio de 150 obras de nomes como CEY (Cey Adams), DAZE (Chris Ellis), FUTURA 2000 (Leonard McGurr), Keith Haring, LADY PINK (Sandra Fabara), LEE (Lee Quiñones) e vários outros.

Muitas das obras originais são mostradas por meio de fotografias da época, já que quase nada sobreviveu, principalmente depois de uma campanha da prefeitura para "limpar" a cidade no fim dos anos 1980.

Mas há também trabalhos posteriores desses artistas, quando passaram a pintar sobre tela, papel e outros materiais, por encomenda de galerias que começavam a reconhecer seu valor artístico e cultural.

Estão expostos também diversos "black books", espécie de portfólio dos artistas, cadernos onde faziam esboços e compartilhavam estilos e ideias com outros grafiteiros.

"A exposição oferece uma janela para as origens do movimento do grafite, que começou como atividade ilícita e evoluiu para uma forma de arte que desencadeou um fenômeno mundial", diz o curador, Sean Corcoran.

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