Fotógrafo Cartier-Bresson ganha megaexposição em Paris

Por BBC Brasil |

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Pai do fotojornalismo, francês ganhou fama pelas "histórias" de suas imagens em preto e branco.

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"Inventor do fotojornalismo" ou "pai da fotografia artística associada ao jornalismo", o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) ganhou, em Paris, uma megaexposição que registra trabalhos de todas as fases de seu trabalho.

A carreira de mais de 50 anos foi mostrada em 500 imagens, como as que estão abaixo, selecionadas pelos curadores da mostra.

'Accelerateur Lineaire'. Cartier-Bresson retrata operário trabalhando, EUA (1967). (Cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Cammaguey, Cuba'. Fotógrafo apresenta imagem de cidade após a Revolução Cubana (1963 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Derniere la gare Saint Lazare'. O artista, que concebeu a ideia de 'momento decisivo', registra ação junto à estação de trem de Saint Lazare, em Paris (1932 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Foule attendant devant un banque'. Fila de clientes de banco em Xangai, na China pré-revolução (1948 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Giacometti, rue d'Alesia'. Cartier-Bresson registra o escultor italiano Alberto Giacometti caminhando na chuva, em Paris (1961 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Livourne, Toscane'. registro surrealista de Cartier-Bresson na Toscana, na Itália (1933 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Martine Franck' - a ultima mulher de Cartier-Bresson,a também fotógrafa belga Martine Franck lê um livro (1965 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Premiers conges payes'. Registro à beira do rio Sena (1936 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Rue de Vaugirard'. O fotógrafo acompanhou também os acontecimentos do Maio de 68 em Paris (1968 - cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos'Velódrome'. Em 1957, registro surreal de competição de bicicletas em Paris (cortesia Fondation Henri Cartier-Bresson). Foto: Henri Cartier-Bresson/Magnum Photos

Segundo Agnès Sire, diretora da Fundação Cartier-Bresson, que cede boa parte das obras em exibição, o conceito de "inventor do fotojornalismo" não era algo que agradava o artista.

"Ele não ficava feliz com essa caracterização. Preferia ser chamado de fotógrafo, de alguém que produzia imagens em sua essência, não o jornalismo", disse.

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Apesar de não gostar de ser chamado de inventor do fotojornalimo, o francês fundou nos anos 1940 a famosa agência Magnum – junto com os também premiados Robert Capa, David Seymour, George Rodger e William Vandivert, que se notabilizou pelo conceito de agência fotográfica e pela força das imagens de conflitos de guerra, temas sociais e políticos. A agência existe até hoje.

A mostra no Centre Pompidou mostra todas as fases da produção do artista, incluindo registros da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, a "descolonização" da África francesa, os movimentos estudantis na França de maio de 1968 e a Guerra Fria. A exposição segue em cartaz até 9 de junho.

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