Pai do fotojornalismo, francês ganhou fama pelas "histórias" de suas imagens em preto e branco.

BBC

"Inventor do fotojornalismo" ou "pai da fotografia artística associada ao jornalismo", o francês Henri Cartier-Bresson (1908-2004) ganhou, em Paris, uma megaexposição que registra trabalhos de todas as fases de seu trabalho.

A carreira de mais de 50 anos foi mostrada em 500 imagens, como as que estão abaixo, selecionadas pelos curadores da mostra.

Segundo Agnès Sire, diretora da Fundação Cartier-Bresson, que cede boa parte das obras em exibição, o conceito de "inventor do fotojornalismo" não era algo que agradava o artista.

"Ele não ficava feliz com essa caracterização. Preferia ser chamado de fotógrafo, de alguém que produzia imagens em sua essência, não o jornalismo", disse.

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Apesar de não gostar de ser chamado de inventor do fotojornalimo, o francês fundou nos anos 1940 a famosa agência Magnum – junto com os também premiados Robert Capa, David Seymour, George Rodger e William Vandivert, que se notabilizou pelo conceito de agência fotográfica e pela força das imagens de conflitos de guerra, temas sociais e políticos. A agência existe até hoje.

A mostra no Centre Pompidou mostra todas as fases da produção do artista, incluindo registros da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, a "descolonização" da África francesa, os movimentos estudantis na França de maio de 1968 e a Guerra Fria. A exposição segue em cartaz até 9 de junho.

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