Futurismo italiano é tema de mostra em NY

Por BBC Brasil |

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Exposição apresenta mais de 360 obras de 80 artistas que fazem parte do movimento de vanguarda do século 20

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Considerado um dos movimentos de vanguarda mais importantes da Europa no século 20, o Futurismo é tema de uma exposição inaugurada nesta sexta-feira no museu Guggenheim, em Nova York.

'La Mano del Violinista', de 1912, de Giacomo Balla, uma das figuras centrais do Futurismo. Foto: 2014 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome'Elasticità', pintada por Umberto Boccioni em 1912. Foto: Luca Carrà © Museo del Novecento, Comune di Milano – all legal rights reserved'Velocità Astratta + Rumore', de 1913-14, de Giacomo Balla. Foto: 2014 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome, Foto: Courtesy Solomon R. Guggenheim Foundation, New York'Treno in Corsa', de Ivo Pannaggi, de 1922. Foto: Courtesy Fondazione Cassa di Risparmio della Provincia di Macerata'L'Arte dei Rumori: Manifesto Futurista', escrito por Luigi Russolo em 1913. Foto: Com permissão dos herdeiros do artista, Foto: Courtesy Wolfsoniana-Fondazione Regionale per la Cultura e lo Spettacolo, Genoa'Scendendo su San Pietro', de Filippo Masoero. Foto: Touring Club Italiano Archive'Grande Folla in Piazza del Popolo', de Francesco Cangiullo (1914). Foto: 2014 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, RomeObra de Tullio Crali, de 1939, mostra uma paisagem geométrica vista de cima em termos realistas. Foto: 2014 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome, Foto: Claudio Marcon, Udine, Civici Musei e Gallerie di Storia e ArteGerardo Dottori criou esta sala de jantar futurista para a família de Guido Ciminon os anos 1930. Foto: 2014 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome, Foto: Daniele Paparelli, Courtesy Archivi Gerardo Dottori, Perugia, ItaliaCarlo Carrà, autor de Manifestazione Interventista, de 1914. Foto: 2014 Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome, Foto: Courtesy Solomon R. Guggenheim Foundation, New YorkVersão póstuma em bronze de 'Forme Uniche della Continuità nello Spazio', de Umberto Boccioni. Foto: Art Resource, New York © The Metropolitan Museum of Art'Mangiatori di Cuori', de Fortunato Depero, de 1923. Foto: Artists Rights Society (ARS), New York/SIAE, Rome, Foto: Vittorio Calore

A mostra "Italian Futurism, 1909-1944: Reconstructing the Universe" ("Futurismo Italiano, 1909-1944: Reconstruindo o Universo", em tradução livre) traz mais de 360 obras de 80 artistas, algumas expostas pela primeira vez fora da Itália.

Em ordem cronológica, essas obras traçam a trajetória do movimento desde seu surgimento, em 1909, com a publicação do primeiro manifesto futurista de Filippo Tommaso Marinetti no jornal francês Le Figaro, até o fim da Segunda Guerra Mundial.

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A curadora da mostra, Vivien Greene, observa que o Futurismo costuma ser dividido em duas fases. O chamado "Futurismo Heróico", até por volta de 1916, é o mais conhecido do público.

A segunda fase, a partir do fim da Primeira Guerra Mundial até o início dos anos 1940, é menos conhecida, em parte por sua associação com o Fascismo.

"Esta exposição oferece uma oportunidade de reavaliar um dos mais controversos movimentos modernistas", diz Greene.

Iniciado como movimento literário, o Futurismo logo se expandiu para englobar não apenas pintura e escultura, mas fotografia, cinema, publicidade, moda, música, teatro, arquitetura, cerâmica e outras manifestações, dentro do conceito de "obra de arte total".

Todas essas linguagens estão representadas na mostra que, além de Marinetti, líder do movimento, traz obras de outras figuras centrais do Futurismo, como Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Benedetta, Carlo Carrà, Fortunato Depero e Enrico Prampolini.

A exposição fica em cartaz até 1º de setembro.

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