Exposição apresenta mais de 360 obras de 80 artistas que fazem parte do movimento de vanguarda do século 20

BBC

Considerado um dos movimentos de vanguarda mais importantes da Europa no século 20, o Futurismo é tema de uma exposição inaugurada nesta sexta-feira no museu Guggenheim, em Nova York.

A mostra "Italian Futurism, 1909-1944: Reconstructing the Universe" ("Futurismo Italiano, 1909-1944: Reconstruindo o Universo", em tradução livre) traz mais de 360 obras de 80 artistas, algumas expostas pela primeira vez fora da Itália.

Em ordem cronológica, essas obras traçam a trajetória do movimento desde seu surgimento, em 1909, com a publicação do primeiro manifesto futurista de Filippo Tommaso Marinetti no jornal francês Le Figaro, até o fim da Segunda Guerra Mundial.

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A curadora da mostra, Vivien Greene, observa que o Futurismo costuma ser dividido em duas fases. O chamado "Futurismo Heróico", até por volta de 1916, é o mais conhecido do público.

A segunda fase, a partir do fim da Primeira Guerra Mundial até o início dos anos 1940, é menos conhecida, em parte por sua associação com o Fascismo.

"Esta exposição oferece uma oportunidade de reavaliar um dos mais controversos movimentos modernistas", diz Greene.

Iniciado como movimento literário, o Futurismo logo se expandiu para englobar não apenas pintura e escultura, mas fotografia, cinema, publicidade, moda, música, teatro, arquitetura, cerâmica e outras manifestações, dentro do conceito de "obra de arte total".

Todas essas linguagens estão representadas na mostra que, além de Marinetti, líder do movimento, traz obras de outras figuras centrais do Futurismo, como Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Benedetta, Carlo Carrà, Fortunato Depero e Enrico Prampolini.

A exposição fica em cartaz até 1º de setembro.

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