Frank Darabont mergulha na Los Angeles dos anos 1940 na série "Mob City"

Por Mariane Morisawa , especial para o iG, de Nova York |

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Em seis episódios de 60 minutos cada um, atração estreia nesta segunda na televisão brasileira

A divisão entre cinema e televisão, pelo menos nos Estados Unidos, não existe mais. Faz tempo que os seriados com cara de filme (e, na verdade, até mais adultos do que os filmes) vêm ganhando espaço e atraindo talentos para a telinha.

Cary Joji Fukunaga (de “Jane Eyre”) dirigiu todos os episódios da primeira temporada de “True Detective”, da HBO, e James Gray (“Amantes”) fez o primeiro capítulo da nova “The Red Road”, que estreia no canal Sundance nos EUA no final de fevereiro. Alfonso Cuarón, em parceria com J.J. Abrams, lança “Believe” em março. Seguem os passos de outros cineastas, como Martin Scorsese, que dirigiu o piloto de “Boardwalk Empire”, sobre a máfia na costa leste, e Frank Darabont, que, depois de filmes como “Um Sonho de Liberdade” e da série “Walking Dead”, também aposta na máfia, mas na costa oeste americana, como criador, roteirista e diretor de “Mob City”, estreia desta segunda (3), às 22h30, no TNT.

Divulgação
Cena da série 'Mob City'

Em seis episódios de 60 minutos cada, exibidos de dois em dois, a série vai à Los Angeles dos anos 1940 para mostrar a relação entre a máfia, a polícia e Hollywood. Ele misturou personagens reais, como Bugsy Siegel (Edward Burns) e o chefe de polícia William Parker (Neal McDonough), e fictícios, como o detetive Jon Teague (Jon Bernthal), o advogado Nex Stax (Milo Ventimiglia) e o mafioso Sid Rothman (Robert Knepper), da roda de Siegel.

“Eu dei um google no nome do meu personagem, mas não falei nada para o Frank Darabont para não parecer idiota”, disse o ator Robert Knepper durante entrevista na New York Comic Con. “Sid não era um personagem real, foi inventado. Foi bom porque não precisei me preocupar em ser exatamente como esse cara era.”

Bugsy Siegel, um mafioso da costa leste que migrou para Los Angeles e depois foi um dos criadores de Las Vegas, existiu de verdade, então seu intérprete viu documentário e leu alguns livros. “Mas não quis ver ‘Bugsy’, do Warren Beatty, para não ficar influenciado”, disse Burns. “Só segui as instruções de Frank, que me disse que ele deveria ser cheio de personalidade. Quando entrava em um lugar, as pessoas tinham de imediatamente amá-lo e temê-lo.”

Burns adorou a chance de fazer um vilão. “Fiz tantas comédias românticas que mal podia esperar para socar alguém na tela”, contou o ator de “Vestida para Casar” e “Noivo em Fuga”.

Milo Ventimiglia, conhecido pela série “Heroes”, topou participar sem nem mesmo saber qual era seu papel. “Meu personagem aparece só no final do primeiro episódio. Frank só mandou alguns pedaços do roteiro e, mesmo sem ver meu personagem, eu disse que aceitava. Você via na página que era bom.”

Robert Knepper resume: “Todos os atores do país querem trabalhar com Frank Darabont. Quando recebe um telefonema dele, você faz dar certo.”

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