Exposição de ilustrações científicas mostra o encontro da arte com a medicina

Por Susan Souza , iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

A arte médica de Lilly Ebstein Lowenstein pode ser vista na estação de metrô Santa Cecília, em São Paulo

Uma exposição composta por 26 painéis mostra como funcionava o trabalho cuidadoso da ilustradora científica e fotomicrógrafa alemã Lilly Ebstein Lowenstein. As imagens ficam em exibição a partir desta terça-feira (10) até 30 de dezembro no metrô Santa Cecília, em São Paulo, gratuitamente.

Siga o iG Cultura no Twitter

Ilustrações da fotomicrógrafa Lilly Ebstein Lowenstein. Foto: Lilly Ebstein Lowenstein/DivulgaçãoIlustrações da fotomicrógrafa Lilly Ebstein Lowenstein. Foto: Lilly Ebstein Lowenstein/DivulgaçãoIlustrações da fotomicrógrafa Lilly Ebstein Lowenstein. Foto: Lilly Ebstein Lowenstein/Divulgação

Naturalizada brasileira, a artista da área medica foi fundamental para os registros dos estudos realizados pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, para o qual começou a trabalhar em 1926, e pelo Instituto Biológico, onde fez desenhos específicos de zoologia em tempos de tecnologia precária.

Lilly Ebstein Lowenstein/Divulgação
Ilustrações da fotomicrógrafa Lilly Ebstein Lowenstein

"O desenho de Lilly serviu em uma época em que não havia outro meio de representar (os estudos). Minha avó ilustrou centenas de teses, livros, trabalhos e material para aulas da faculdade de medicina", conta ao iG a neta de Lilly e idealizadora da exposição, Ester Silva Loewenstein.

Foi gracas ao traço firme porém delicado de Lilly, que foi desenhista, fotomicrógrafa e chefe da seção técnica de Desenho e Fotografia da USP, que as análises médicas brasileiras ganharam mais dimensão a partir da visão que Dona Lilly obtinha de órgãos e células com a ajuda de microscópios.

"Ela ilustrava tudo com aquarela a partir da observação microscópica. É uma técnica que não existe mais por conta da tecnologia, mas até os anos 1960 era o que vigorava."

As lembranças da avó talentosa e requintada, com quem Ester conviveu até os 15 anos "passando todos os finais de semana e férias" ainda são bastante presentes. "Ela era uma pessoa sofisticadíssima, tocava piano e era muito rica intelectualmente", relembra a neta.

Além da exposição, Ester idealizou um livro de fotografias antigas e ilustrações que mostram os progressos da carreira de Lilly desde sua vinda da Alemanha, seu desenvolvimento para desenhar anatomia e sua presença em uma área predominantemente masculina.

"A Trajetória de Lilly Ebstein Lowenstein entre Berlim e SP (1910-1960)"
Metrô Santa Cecília, de 10/12 a 30/12
Visitação gratuita

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas