Dos 61 lotes de obras do pós-guerra e contemporâneas, 54 foram vendidos, por um valor total de R$ 885 milhões

Reuters

Colecionadores de arte abriram a carteira com desprendimento na quarta-feira (13) e contribuíram para que recordes fossem quebrados pela segunda noite consecutiva, durante o leilão mais lucrativo na história da casa Sotheby's.

A obra 'Silver Car Crash (Double Disaster)', de Andy Warhol
Reprodução
A obra 'Silver Car Crash (Double Disaster)', de Andy Warhol

Dos 61 lotes de obras do pós-guerra e contemporâneas, 54 foram vendidos, por um valor total de US$ 380,6 milhões (R$ 885 milhões). Esse é o melhor resultado já obtido pela Sotheby's, mas ainda inferior à estimativa prévia de US$ 394 milhões (R$ 916,3 milhões), e bem do que o recorde estabelecido na véspera pela rival Christie's, que promoveu o leilão de arte mais lucrativo da história, com uma arrecadação de US$ 691,5 milhões (R$ 1,6 bilhões).

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O grande destaque na venda da Sotheby's foi uma tela de Andy Warhol, "Silver Car Crash (Double Disaster)", arrematada por US$ 105,4 milhões (R$ 244 milhões), maior valor já pago por uma obra do artista pop. O valor da grande pintura de 1963 -de 2,7 x 4,3 metros, parte da importante série dele abordando a morte e os desastres- superou em 50 por cento o recorde anterior de uma obra de Warhol em leilões, que era de US$ 71,7 milhões (R$ 166,7 milhões).

A Sotheby's não revelou a identidade do comprador, que fez o lance por telefone.

Outros artistas importantes, como Cy Twombly e Brice Marden, também tiveram recordes batidos no valor das suas obras.

Os diretores da Sotheby's ficaram entusiasmados com os resultados. "Como não se entusiasmar quando você faz o maior total na história da Sotheby's?", disse Tobias Meyers, diretor mundial de arte contemporânea da empresa.

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