Obra de Francis Bacon é vendida por R$ 320 milhões e vira mais cara da história

Por Reuters |

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Em mesmo leilão, escultura de Jeff Koons tornou-se a mais valiosa de um artista vivo

Reuters

A obra "Três Estudos de Lucian Freud", de Francis Bacon, se tornou a obra de arte mais cara da história ao ser arrematada por US$ 142,4 milhões (R$ 320 milhões) na terça-feira (dia 12), na casa de leilões Christie's, em Nova York.

A venda foi parte de um dos maiores leilões de arte já realizados, com o qual a Christie's obteve mais de US$ 691 milhões.

Getty Images
A obra 'Três Estudos de Lucian Freud', de Francis Bacon

O tríptico de 1969, que nunca havia sido levado a leilão e tinha um valor previamente estimado em cerca de US$ 85 milhões, superou facilmente os US$ 119,9 milhões pagos em maio do ano passado por "O Grito", de Edvard Munch, num leilão da Sotheby's.

Ao todo, a Christie's esperava arrecadar entre US$ 480 mi e US$ 670 milhões com a venda de 69 obras de arte do pós-guerra e contemporâneas. Acabou conseguindo US$ 691,58 milhões, incluindo as comissões, no mais lucrativo leilão da história. O recorde anterior para esse tipo de evento era da venda de arte contemporânea feita em maio pela própria Christie's, com um valor total de US$ 495 milhões.

Outro recorde significativo no leilão foi o de maior preço já pago pela obra de um artista vivo, a escultura "Balloon Dog (Orange)", de Jeff Koons, vendida por US$ 58,4 milhões. O recorde anterior, de maio, era da obra "Praça da Catedral, Milão", de Gerhard Richter, vendida por US$ 37,1 milhões.

"Obra-prima"

O painel de Bacon, composto por três pinturas diferentes, mostra seu amigo e também artista Lucian Freud numa cadeira, sendo visto de perfil - pela esquerda e pela direita - e de frente. A Christie's descreveu o tríptico como "uma verdadeira obra-prima, que marca a relação entre Bacon e Freud" e sua "afinidade criativa e emocional".

Quando os lances foram abertos, na terça-feira, com o valor mínimo de US$ 80 milhões, pelo menos cinco mãos se ergueram. Os lances se sucederam, pessoalmente e por telefone, até que o leiloeiro bateu o martelo por US$ 127 milhões - valor que ainda não incluía a comissão.

O comprador foi a galeria Acquavella, que poderia estar dando o lance em nome de um cliente.

Funcionários da Christie's disseram que o leilão, e os preços astronômicos obtidos, são mais uma prova da força do mercado da arte, especialmente em seus escalões superiores.

"Nossos principais colecionadores fazem lances muito agressivamente, pelo que há de melhor", disse Brett Gorvy, diretor da Christie's para arte do pós-guerra e contemporânea. "Realmente acredito que estamos começando algo. Não é uma bolha."

Segundo o presidente da Christie's na Europa, Jussi Pylkkanen, que foi o leiloeiro da venda, colecionadores de 42 países se cadastraram para dar lances. Só 6 das 69 peças não foram vendidas.

Nesta quarta-feira, é a vez de a Sotheby's fazer seu leilão de arte do pós-guerra e contemporânea.

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