Exposição em NY explora primeiro mercado verdadeiramente global: o têxtil

Por Reuters |

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"Globo Entretecido", que vai até cinco de janeiro no Museu Metropolitano de Arte (Met), apresenta peças como trajes, pinturas, tapeçarias, colchas, assentos e desenhos

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Quatro séculos de produtos têxteis da Ásia, da Europa e das Américas são o foco de uma nova exposição que explora o primeiro mercado verdadeiramente globalizado da história.

Getty Images
Fachada do Museu Metropolitano de Arte (Met) de Nova York

"Globo Entretecido: O Mercado Têxtil Mundial, 1500-1800", que vai até 5 de janeiro no museu Metropolitan, apresenta 134 peças, incluindo tapeçarias, colchas, vestimentas eclesiásticas, assentos, trajes, pinturas e desenhos.

Amelia Peck, curadora de arte decorativa norte-americana no museu, disse que o uso de produtos têxteis como moeda para comprar outros produtos criou o primeiro mercado realmente global.

"A exposição salienta uma importante história do design que nunca antes foi contada de um ponto de vista realmente global", disse Peck.

A ideia da exposição começou com a descoberta de que uma peça têxtil do século 18, que inicialmente foi identificada como norte-americana e depois atribuída a produtores ingleses, na verdade era indiana.

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Peck estudou o acervo do próprio museu e descobriu que muitos tecidos eram fabricados em um lugar para serem vendidos a pessoas de lugares e culturas diferentes.

A Índia, por exemplo, fazia certos tecidos que comerciantes holandeses usavam para comprar especiarias na Indonésia.

Peck também descobriu que os tecidos serviam para comprar pessoas. "Uma coisa chocante ao fazer a pesquisa para essa exposição foi ler os registros das companhias que comercializavam escravos. Uma quantidade de tecido comprava um ser humano macho; metade do tecido era necessária para comprar um ser humano fêmea."

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