Como forma de protesto, Ai Weiwei envia cadeira vazia para festival de cinema

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Impedido de sair de seu país, artista usou o objeto para criticar a detenção a que é submetido na China

Artista impedido de deixar a China desde seus 81 dias de prisão em 2011, Ai Weiwei denunciou a situação ao enviar uma cadeira vazia para representá-lo no júri do Festival de Cinema de Estocolmo, na Suécia.

O artista chinês Ai Weiwei: enfrentamento de peito aberto ao governo. Foto: DivulgaçãoO artista chinês Ai Weiwei no documentário 'Never Sorry'. Foto: DivulgaçãoO artista chinês Ai Weiwei no documentário 'Never Sorry'. Foto: DivulgaçãoO artista chinês Ai Weiwei no documentário 'Never Sorry'. Foto: DivulgaçãoO artista chinês Ai Weiwei. Foto: Getty ImagesFotografia divulgada por Ai Weiwei. Foto: AFP/ Courtesy of Ai WeiweiAi Weiwei segura os documentos de seu acordo com a Receita Federal chinesa. Foto: ReutersObra de Ai Weiwei na Bienal de São Paulo. Foto: Paulo VitaleAi Weiwei em sua casa, em Pequim. Foto: APO artista chinês Ai Weiwei. Foto: ReutersVisitantes usam máscaras do chinês Ai Weiwei na Feira de Arte Basel, na Suíça. Foto: APO artista chinês Ai Weiwei, após ser libertado de detenção. Foto: AFPAi Weiwei conversa com jornalistas na porta de casa no dia seguinte após ser solto em Pequim. Foto: AFP

O objeto, feito pelo próprio artista em Pequim e com estilo inspirado na dinastia Ming, apresenta uma curiosidade: é atravessado por uma barra de madeira, impedindo que qualquer um possa se sentar. 

Um vídeo de Weiwei acompanhou a cadeira até Estocolmo, e foi divulgado na terça-feira (dia 5). "Sinto muito não poder comparecer. Por isso, concebi e enviei um objeto simbólico", disse o artista chinês de 56 anos.

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No Festival de Cinema de Estocolmo, uma das cadeiras do júri é sempre reservada para um artista que não seja um representante da sétima arte. Em 2013, com edição que possui temática sobre a liberdade e problemas com censura, Weiwei recebeu o convite para participar do evento.

"Eu espero podar dar uma ideia de como as autoridades podem limitar a liberdade de expressão, podem limitar direitos humanos básicos para artistas viajarem ou participarem de eventos culturais", disse Weiwei no vídeo. 

Mesmo depois da acusação de evasão de divisas em 2011, que levou aos 81 dias de prisão, Ai Weiwei deu continuidade a suas obras de protesto. Em 2013, o artista produziu seis dioramas para representar seu tempo em detenção e uma obra que reflete sobre os problemas com leite em pó em Hong Kong.

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