Impedido de sair de seu país, artista usou o objeto para criticar a detenção a que é submetido na China

Artista  impedido de deixar a China desde seus 81 dias de prisão em 2011 , Ai Weiwei denunciou a situação ao enviar uma cadeira vazia para representá-lo no júri do Festival de Cinema de Estocolmo, na Suécia.

O objeto, feito pelo próprio artista em Pequim e com estilo inspirado na dinastia Ming, apresenta uma curiosidade: é atravessado por uma barra de madeira, impedindo que qualquer um possa se sentar. 

Um vídeo de Weiwei acompanhou a cadeira até Estocolmo, e foi divulgado na terça-feira (dia 5). "Sinto muito não poder comparecer. Por isso, concebi e enviei um objeto simbólico", disse o artista chinês de 56 anos.

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No Festival de Cinema de Estocolmo, uma das cadeiras do júri é sempre reservada para um artista que não seja um representante da sétima arte. Em 2013, com edição que possui temática sobre a liberdade e problemas com censura, Weiwei recebeu o convite para participar do evento.

"Eu espero podar dar uma ideia de como as autoridades podem limitar a liberdade de expressão, podem limitar direitos humanos básicos para artistas viajarem ou participarem de eventos culturais", disse Weiwei no vídeo. 

Mesmo depois da acusação de evasão de divisas em 2011, que levou aos 81 dias de prisão, Ai Weiwei deu continuidade a suas obras de protesto. Em 2013, o artista produziu seis dioramas para representar seu tempo em detenção e uma obra que reflete sobre os problemas com leite em pó em Hong Kong .

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