Morre o francês Patrice Chereau, diretor de teatro, cinema e ópera

Por Reuters |

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"Um dos maiores artistas da França", definiu o presidente François Hollande; realizador tinha 68 anos

Reuters

Morreu nesta segunda-feira (7), aos 68 anos, o diretor francês de teatro, cinema e ópera Patrice Chereau, realizador de uma das encenações mais famosas do ciclo do "Anel", de Richard Wagner, em Bayreuth, nos anos 1970.

Chereau lutava contra um câncer de pulmão e estava preparando uma produção de "Como Gostais" ("As You Like It"), de William Shakespeare. Ele foi um incansável inovador que iniciou a carreira de diretor ainda na escola em Paris.

AP
O diretor francês Patrice Chereau, em foto de 2003, quando foi premiado no Festival de Berlim

Seu último trabalho, uma produção da ópera "Electra", de Richard Strauss, em julho, em Aix-en-Provence, na França, recebeu aplausos entusiasmados e a aclamação da crítica pelo modo como ele trouxe à tona novas profundezas dos trágicos personagens.

"Um dos maiores artistas da França acaba de morrer", disse o presidente francês, François Hollande, depois que a morte foi divulgada pelo jornal Libération. "A França perdeu um artista de proporção universal, que foi motivo de orgulho em todo o mundo."

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O jornal parisiense Le Monde afirmou: "Poucos homens e poucos artistas viveram tão intensamente e deixaram um legado tão imponente. Havia todos os diretores em uma categoria, e então, Patrice Chereau."

Seu filme "Intimidade", de 2001, ganhou o Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Cinema de Berlim.

Chereau atribuía aos pais seu interesse pela arte, especialmente o desenho. "Eu sabia aos 15 anos que queria fazer teatro", disse certa vez. "Isso veio do desenho. Eu lia textos e desenhava."

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