Frio e fila de duas horas marcam a “Virada Renascentista” em São Paulo

Por Renata Reif e iG São Paulo | - Atualizada às

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No encerramento da exposição “Mestres do Renascimento”, público enfrenta garoa fina na madrugada para apreciar obras do movimento italiano

Os relógios marcavam 17 graus às 2h da manhã deste domingo (29). Mesmo na madrugada fria em São Paulo, a fila era grande. O público aguardava quase duas horas, sob uma garoa fina, para conferir a “Virada Renscentista” no Centro Cultural do Banco do Brasil, na região central da capital.

O acervo da exposição “Mestres do Renascimento”, composto por 57 obras-primas italianas, foi visto por mais de 300 mil pessoas, segundo informou a assessoria de imprensa. Desde a abertura de "Mestres do Renascimento" , no dia 13 de julho, as filas tomaram grande parte do quarteirão do centro. Uma média de três horas de espera para entrar no local.

Às duas da manhã, dezenas de pessoas aguardavam para visitar a mostra em cartaz no Centro da capital paulista. Foto: Renata Reif“A gente veio mais cedo, mas tinha 4h de fila. O segurança disse que a madrugada seria mais tranquila. Então, voltamos agora", contou Tássia Herman. Foto: Renata Reif“Já tinha visto a mostra em Roma e ‘Firenze’. Mas a seleção daqui é única, tem obras que não se vê em lugar nenhum”, diz Ricardo Pereira, acompanhado da esposa. Foto: Renata Reif

“A gente veio mais cedo, às 18h, mas tinha quarto horas de fila. O segurança disse que a madrugada seria mais tranquila. Então fomos para um churrasco, e voltamos agora (1h)”, conta a publicitária Tássia Hermann.

O marido, que estava só de camiseta, não desanimou e enfrentou o vento gelado. “Acabei de ler ‘O Inferno’, de Dan Brown, e ele faz o tempo todo menção ao Renascimento. Estávamos muito a fim de vir desde o início da exposição, mas só deu hoje”, completa o analista comercial Anderson Mendes.

Pessoas de todas as idades circulavam pelos três andares do prédio, a fim de conhecer o movimento renascentista como um todo, sem priorizar o núcleo de Florença, mais famoso e berço de efervecência artística da época.

“Já tinha visto a mostra em Roma e ‘Firenze’. Mas a seleção daqui é única, tem obras que não se vê em lugar nenhum”, observa o engenheiro Ricardo Pereira, que mais cedo foi com a mulher, Neiva Moraes Pereira, assistir ao Balé da Cidade de São Paulo, no Theatro Municipal.

Também teve quem não resistiu à segunda visita. Elver Serrachiani, professor de português, foi rever a mostra na companhia da professora de música Fernanda Meyer. “Talvez não haja mais uma oportunidade como esta no Brasil”, diz ele, que tem como obra preferida “Leda e o Cisne”, de Leonardo Da Vinci.

A pintura que representa a rainha de Esparta e Zeus, na figura do cisne, é um dos destaques nas paredes do CCBB. Há também desenhos e esculturas de outros 50 artistas do movimento que revolucionou a arte. Para quem quiser conferir, ainda dá tempo. Mas é melhor se apressar. A mostra fica aberta só até às 22h deste domingo. Semana que vem, é a vez de Brasília receber esta megaoperação.

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