O rock está vivo e se chama Bruce Springsteen

Por iG São Paulo , por Eva Joory | - Atualizada às

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Show em São Paulo foi encantamento mútuo: roqueiro fez versão de Raul Seixas e ganhou o público já na primeira música; plateia reagiu e emocionou o músico

Na noite de quarta (18), Bruce Springsteen salvou nossas vidas. Vinte e cinco anos depois da sua única apresentação no Brasil, o roqueiro norte-americano provou que está mais em forma do que nunca. Começou o show no Espaço das Américas, em São Paulo, sem enrolação: entrou, guitarra em punho à frente de sua numerosa banda, e atacou de cara com uma surpreendente interpretação em português de "Sociedade Alternativa", de Raul Seixas. O público reagiu imediatamente: "Olê, olê, olê, olê, Brucê, Brucê"!

Bruce Springsteen se apresentará no Rock in Rio no sábado; saiba mais

Show de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: DivulgaçãoShow de Bruce Springsteen no Espaço das Américas, em São Paulo. Foto: Divulgação

Foi esse o início de uma apresentação digna de uma série de adjetivos que não são para qualquer um: visceral, energética, pulsante e bastante carinhosa. Apesar de lenda, Bruce é a antítese do rockstar. É receptivo, brincalhão e gosta mesmo de interagir com o público.

Veja também: Bruce Springsteen reúne fãs de diferentes gerações em SP

Ana Ribeiro
O roqueiro se atirou na plateia e o público o conduziu

Em quase três horas e meia de show, o músico de 63 anos fez de tudo: deu um "dive" de costas no meio da platéia, que o conduziu pela multidão; correu para todos os lados; carregou uma fã mirim nos ombros; convidou um grupo de meninas para dançar com ele no palco; dividiu o palco com o garoto que queria pedir a namorada em casamento durante o show; pegou cartazes com mensagens e pedidos de música. Mas, principalmente, cantou - e tocou - muito.

Ana Ribeiro
Bruce Springsteen sendo conduzido pelo público

Seu repertório inclui canções até hoje inesquecíveis, ("Born to Run", "Born in the Usa" "Dancing in the Dark" são apenas algumas) e seu amor ao palco, à banda, ao público, arrancou aplausos, gritos, palmas e reverências e conquistou definitivamente as várias gerações de admiradores presentes para vê-lo nesta apresentação que, junto com a noite de sábado (21) no Rock in Rio, encerram sua turnê mundial com a E Street Band, que passou por 26 países.

Ana Ribeiro
A mão e a guitarra do roqueiro

O segredo de Springsteen está na sua simplicidade. De jeans e camisa escuros, coturnos e munido da sua velha guitarra Telecaster, o roqueiro está jovem - e em esplêndida forma física. Ainda tem a mesma bunda da capa do disco "Born in the U.S.A.", de 1984, e exala a mesma energia quando canta sobre o amor, a realidade e sobre o cotidiano do homem comum. Faz tudo isso levando para o palco a alegria de um novato.

São incontáveis os hits que Springsteen deixou para a história do rock. Suas letras, honestas e sinceras, nos falam do sonho americano, do amor e muitas vezes da desilusão, mas também celebram a magia escondida no dia-a-dia e na rotina. Basta ouvir o refrão de "Born To Run" para entender: "Cause tramps like us, baby we were born to run" ("Vagabundos como nós, baby, nós nascemos para correr").

Ana Ribeiro
O roqueiro no show de São Paulo

Um show de Springsteen é inesquecível. Em três horas e tanto de apresentação, com a camisa ensopada de suor, The Boss canta todos os seus sucessos: os rocks pesados, "Badlands"e Thunder Road", os hinos em que se transformaram muitas de suas músicas, "Because The Night", "Prove It All Night" e "Hungry Heart", baladas como "The River", e as novidades.

O público conhece todas e canta junto. A banda é imensa, são 16 pessoas no palco, sopros, violinos, percussão, backing vocals e três guitarras, entre eles o guitarrista e amigo de longa data Steven Van Zandt, e o jovem saxofonista Jake Clemons, sobrinho do amigo e também saxofonista Clarence Clemons, morto no ano passado e lembrado em imagens no telão.

Ana Ribeiro
Bruce Springsteen no show de São Paulo

Ficam para o final, em um dos inúmeros bis, as conhecidas "Born to Run", "Born in the USA" e "Dancing in the Dark" - é nesse momento que ele repete o sucesso do clipe de 1984, quando pega uma turma de meninas na platéia e dança com elas.

Springsteen encarna o ídolo, o herói do rock sem frescuras. Por isso mesmo, não há verdade maior do que a contida em "Dancing in the Dark": Não se acende um fogo sem uma faísca. Na noite de quarta, numa São Paulo gelada, a faísca de Sprinsgteen incendiou os nossos corações.

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