Jornalista Telmo Martino morre em decorrência de pneumonia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Carioca escreveu no iG sobre televisão e sociedade entre 2002 e 2010

Armando Araújo
O jornalista Telmo Martino

O jornalista Telmo Martino morreu na madrugada desta terça-feira (dia 3) de falência de órgãos múltiplos, em decorrência de uma pneumonia.

Martino estava internado desde 22 de agosto no hospital Samoc, no Rio de Janeiro.

O enterro será às 10h desta quarta-feira no Cemitério do Caju, no Rio.

"Conheci Telmo em 1968 na revista 'Diners', no Rio, e fomos amigos desde então. Ele fez parte de uma grande geração, com Paulo Francis e Ivan Lessa, e com a qual aprendi muito", declarou o escritor Ruy Castro ao iG.

"Era uma pessoa elegantérrima, tímida, discreta. Na vida pessoal, Telmo era o oposto do que mostrava na escrita, que era agressiva, ácida, sarcástica", diz Gloria Kalil. "As pessoas de que ele não gostava era mais porque tinham alguma característica literária para ele brincar."

Nascido no Rio de Janeiro em 10 de janeiro de 1930, Martino escreveu para o iG entre 2002 e setembro de 2010. Foi sua última colaboração para a imprensa.

Em crise de depressão, Martino já não saía de sua casa, no Rio, e não achava graça em escrever nem mesmo sobre novelas e TV, material de muitas de suas colunas.

Martino passou por diversos veículos como as revistas "Senhor" e "Diners" e os jornais "Última Hora", "Correio da Manhã", "Folha de S.Paulo" e "Jornal da Tarde". Neste último, a partir de 1971, publicou uma celebrada coluna social que levava seu nome até o final dos anos 1980.

Em 2004, alguns de seus melhores textos foram publicados no livro "A Serpente Encantadora".

Em abril de 2012, Martino leilou diversos objetos pessoais e obras de arte.

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