HBO aposta em prostitutas marketeiras para alavancar série original "O Negócio"

Por Gustavo Abreu , iG São Paulo |

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Atração mostra garotas de programa investindo em uma guinada profissional, unindo sexo a estratégias de mercado

É com a fórmula “sexo + marketing” que o canal pago HBO Brasil espera atrair espectadores este domingo (18) para assistir à estreia de sua nova produção original “O Negócio”. A série, filmada em quase 200 locações em São Paulo, conta a história de três garotas de programa de alto padrão que se unem para dar uma guinada na vida profissional quando a crise dos trinta bate à porta e meninas mais novas começam a tomar os seus lugares.

Seria um golpe baixo fazer um programa sobre o mercado do sexo com um elenco de atrizes deslumbrantes, mas as personagens, logo no primeiro episódio, mostram que são mais inteligentes do que isso.

Lideradas por Karin, interpretada pela ex-rede Record Rafaela Mandelli, elas aplicam táticas de marketing em seu business para atrair novos clientes. Elas oferecem descontos, por exemplo, quando o índice da Bovespa cai. Juliana Schalch e Michelle Batista completam o “dream team” do seriado.

Michelle Batista é Magali, a mais jovem e impulsiva das três prostitutas de luxo. Foto: ReproduçãoJuliana Schalch é Luna, a personagem mais romântica das protagonistas. Foto: ReproduçãoRafaela Mandelli é Karin, mais velha e líder no empreendimento. Foto: ReproduçãoSérie vai abordar o mundo de três garotas de programa que tentam empreender no ramo. Foto: ReproduçãoAtrizes dizem que visão sobre a profissão mudou após o início das gravações. Foto: ReproduçãoMichelle Batista, Juliana Schalch e Rafaela Mandelli. Foto: ReproduçãoMichelle Batista e Juliana Schalch. Foto: Reprodução"O Negócio" vai retratar o mundo da prostituição de luxo. Foto: Reprodução

“Elas são garotas de programa com o pacote Google Drive”, brinca Luca Paiva Mello, criador da atração, que terá treze episódios de uma hora de duração cada. O autor conta que teve a ideia inicial de “O Negócio” a partir dos livros de marketing do pai e da vontade de escrever uma história sobre sexo. “São dois potentes motores do mundo”, avalia.

Mais do que prostitutas, no entanto, as garotas são apresentadas como empreendedoras e até por isso a série está longe de querer discutir questões como moral ou ética, e menos ainda policial. “A gente trabalhou a personalidade daquelas personagens como pessoas e como profissionais ambiciosas, e não como garotas de programa”, diz o diretor Michel Tikhomiroff.

Veja entrevista com as atrizes de "O Negócio":

Para ambientar a série neste universo, então, nada de levar as atrizes à rua Augusta ou a casas de prostituição. “A gente não fez o caminho mais natural”, conta Tikhomiroff. “A gente saía pra jantar em restaurantes bacanas e as incentivava a explorar a cidade”, explica.

O piloto mostra as personagens circulando por ambientes, digamos, “coxinhas” de São Paulo, como a região da Berrini, conhecida por seus inúmeros prédios comerciais e alta concentração de engravatados.

Em uma das cenas do piloto, Karin tenta convencer o dono de uma boate a fazer uma parceria alegando que, por maior que seja a crise financeira, o produto que ela tem a oferecer sempre terá procura. “Quão pior é a realidade, mais as pessoas precisam de fantasia”, justifica a personagem.

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