"É um luxo que não é permitido em outros lugares", diz Jason Biggs sobre Netflix

Por Gustavo Abreu , iG São Paulo | - Atualizada às

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Ator está em "Orange Is the New Black", nova série produzida pelo serviço de streaming; em São Paulo, protagonista de "American Pie" elogia modelo: "Sinto que faço parte de algo diferente, especial e único"

Jason Biggs ficou conhecido no mundo todo por interpretar Jim, protagonista da franquia “American Pie”, febre entre os adolescentes nos anos 2000. Quase 15 anos depois, o ator, hoje aos 35 anos, está no elenco de “Orange Is the New Black”, série produzida e distribuída exclusivamente pelo Netflix, serviço de streaming de filmes e séries hoje com 36 milhões de assinantes em 40 países.

No seriado, Biggs interpreta o escritor Larry, marido da personagem central Piper Chapman (Taylor Schilling), que é obrigado a ver a mulher ir para a prisão por um crime que ela cometeu dez anos antes.

Alex Azevedo/ Fabio Pugliesi
O ator Jason Biggs

Em passagem por São Paulo nesta semana, Biggs falou a um grupo de jornalistas sobre a oportunidade de trabalhar para o Netflix e a diferença entre o serviço de streaming e os estúdios tradicionais de TV ou cinema.

“Eles [o Netflix] estão sendo calculistas com as séries que estão produzindo. Não estão apenas jogando uma porção de coisas na parede para ver o que dá certo. Eles estão sendo seletivos e apostando em escritores, diretores, cineastas”, afirmou o ator.

Mais: Série "reflete o que acontece dentro de prisão feminina"

Cena da série 'Orange Is the New Black'. Foto: Divulgação/NetflixCena da série 'Orange Is the New Black'. Foto: Divulgação/NetflixCena da série 'Orange Is the New Black'. Foto: Divulgação/Netflix

Segundo Biggs, quem mais saiu ganhando nesse modelo de distribuição, onde todos os episódios da temporada são produzidos e disponibilizados de uma vez, foi a equipe criativa das atrações. É o cado do diretor David Fincher, de “House of Cards”, primeira estreia do serviço, Eli Roth, produtor de “Hemlock Grove”, e a própria Jenji Kohan, criadora de “Orange Is the New Black”.

“Essas são pessoas que, se dado a elas um pouco de autonomia, podem fazer produtos que são geniais, mas talvez não funcionem no modelo tradicional das emissoras.”

Comparando os canais tradicionais ao serviço de streaming, Biggs apontou como uma das maiores vantagens do novo modelo o fato de o espectador ter certeza que poderá assistir à temporada da série até o fim, descartando qualquer possibilidade de cancelamento no meio do caminho, como sempre foi comum.

“Você assiste televisão, se envolve com uma série e às vezes não sabe se vai estar no ar no mês que vem”, falou. “Quando você se prende nesses números de audiência e publicidade, pode tudo acabar em um segundo, e isso afeta o espectador. Por que investir em um programa se você não sabe se ele vai estar no ar na próxima semana?”

Biggs sabe bem disso. Em 2011, o ator chegou a protagonizar “Mad Love”, da CBS, porém a série foi cancelada logo na primeira temporada devido à baixa audiência. Com o programa do Netflix, no entanto, ele tem emprego garantido por pelo menos mais um ano, já que “Orange” foi renovado para a segunda temporada, antes mesmo de sua estreia, no último dia 11.

“O Netflix está dizendo: ‘Nós acreditamos em vocês. Nós achamos que vocês são incríveis e vamos lhes dar liberdade para fazer seu programa’. Isso é um luxo que não é permitido em outros lugares”, disse o ator.

Jason ainda afirmou que o sucesso de “American Pie”, que popularizou a fórmula do besteirol, muito repetida nos anos 2000, lembra a experiência de trabalhar para a internet. “Para a cultura pop, [o filme] foi icônico, de uma maneira, e eu senti isso, acompanhei a reação dos fãs. E essa é a primeira vez desde então que eu realmente sinto que faço parte de algo diferente, especial e único.”

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