Jogo lançado por grupo juvenil ligado à Igreja Ortodoxa permite que o usuário "mate" as integrantes da banda punk feminina que foram punidas por protesto contra Putin

Reuters

Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich, do Pussy Riot, durante julgamento em Moscou
AP
Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich, do Pussy Riot, durante julgamento em Moscou

Um grupo juvenil ligado à Igreja Ortodoxa russa lançou nesta quinta-feira (11) um videogame que dá ao usuário a chance de "matar" integrantes da banda punk feminina Pussy Riot, que despertou a ira do Kremlin, da Igreja Ortodoxa e de alguns fiéis por realizar um protesto político em uma catedral de Moscou.

Duas das integrantes estão presas por causa do protesto , num incidente apontado por críticos como um sinal da intolerância do presidente Vladimir Putin a dissidências .

"Você precisa matá-las com uma cruz antes que elas cheguem à igreja, esse é o objetivo", disse Boris Yakemenko, organizador de um festival da juventude ortodoxa, no centro de Moscou, em que o game foi apresentado.

Autoridades da Igreja Ortodoxa não estavam imediatamente disponíveis para falar sobre o assunto, e um advogado da banda Pussy Riot disse que não comentaria.

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No game, o usuário usa o mouse para mover uma cruz na tela e atingir personagens encapuzadas e com guitarras coloridas, que representam as ativistas. Se uma das Pussy Riots consegue entrar na igreja, um diabinho vermelho dança na tela.

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